Os Recursos Energéticos e o Seu Impacto Ambiental

Fontes de Energia Renovável

Fontes de Energia Renovável

Embora a população mundial esteja prestes a atingir a marca de  7 bilhões de pessoas, e continue, segundo pesquisas,  a crescer nos próximos anos num ritmo mais lento, é incontestável que tal explosão demográfica exigirá dos governos mundiais, dentre outras coisas, a busca constante por grandes fontes de energia. Isso porque quanto maior for o aumento populacional, maior será a demanda por energias capazes de satisfazer a necessidade humana.

Acontece que os recursos naturais que servem para produzir energia não estão distribuídos de forma igualitária no mundo. À guisa de exemplo, no Brasil, país  rico em energias renováveis,  mais de 75% da eletricidade produzia são provenientes de usinas hidrelétricas, tal a quantidade de rios e cachoeiras abundantes em seu território. Já os países superpovoados como a Índia, não tão ricos em energias renováveis, precisam sempre buscar novas fontes de energia, e que sejam economicamente viáveis.

Acontece que a exploração dos  recursos energéticos geralmente provoca grandes impactos ambientais associados a sua construção e operação. No caso da usina hidrelétrica, por exemplo, para que ela funcione é indispensável um reservatório, e sua construção sempre afeta a fauna e a flora da região, pois tudo acaba se transformando num imenso lago.

No caso da energia proveniente das usinas nucleares, o impacto ambiental é ainda mais grave, pois os resíduos nucleares – altamente letais à saúde humana – ainda não têm uma destinação segura, sendo simplesmente dispostos na natureza, às vezes armazenados em depósitos provisórios ou subterrâneos. E  sabemos que é impossível garantir 100% de segurança para esses materiais  nucleares que correm o risco de vazar e atingir algum lençol freático, ameaçando assim populações inteiras.

Concluímos, analisando essa questão na sua complexidade, que por mais que a busca por fontes de energia seja necessária para satisfazer a necessidade humana,  nada justifica o descaso no tratamento dos recursos naturais, pois estes podem acabar algum dia se não forem devidamente preservados.