Os Pés – Proteção Obrigatória

Nos dias atuais, muito se discute sobre a segurança no ambiente de trabalho. Mais do que uma oportunidade para os fabricantes de equipamentos de proteção e indústria de produção de insumos para este fim, é a chance dos funcionários das mais diversas empresas (especialmente, as indústrias) conquistarem a merecida proteção da ferramenta mais importante de seu trabalho: o corpo.

É comum pensarmos primeiro em capacetes e luvas de segurança, já que a imagem de um funcionário é, quase sempre, um homem de uniforme colorido e com estes equipamentos de proteção individual (os famosos EPI). Mas já pensou em seus pés? Afinal, podem não ser usados diretamente nas funções da empresa, mas são a base de sustentação de cada funcionário ali presente, e estão extremamente expostos a situações de risco.

Botas de proteção: equipamento indispensável

Botas de Proteção

São muitos os profissionais que necessitam de proteção nos pés – a começar pelos agentes de limpeza que atuam em escritórios, hospitais, escolas, restaurantes, fábricas, etc. Estes estão sempre em contato com pisos molhados, muitas vezes escorregadios – e eventualmente, trafegam por pisos com substâncias químicas bastante nocivas se entram em contato com a pele. Por isso, precisam de calçados apropriados tanto para sua função quanto para o ambiente em que trabalham. Para eles, foram criadas botas de material impermeável e de cano médio ou longo, que evitam o contato de seus pés com água, produtos de limpeza e outras substâncias. Isto, além de manter a pele livre do contato com substâncias que podem desencadear reações alérgicas, mantém os pés secos ao longo de todo o período de expediente. Imagine como seria trabalhar oito horas com os pés encharcados? Além disso, o solado de calçados para esta finalidade são antiderrapantes, a fim de evitar acidentes que poderiam acontecer com uma grande frequência caso os funcionários desta função usassem chinelos, tênis comuns ou outro calçado menos adequado. E isto caracteriza acidente de trabalho, gerando processos e indenizações contra a empresa. Melhor prevenir, não é?

Funcionários de metalúrgicas e de fábricas cujas máquinas provoquem trepidação no piso também precisam de proteção especial nos pés, tanto em relação à queda de objetos quanto à trepidação em si. Esta “tremedeira” vinda do chão repercute ao longo de toda a espinha e é refletida para o organismo inteiro e, a médio e longo prazos, pode causar sérios problemas de saúde para os trabalhadores. Por isto, as botas desenvolvidas para eles têm solado grosso e em material emborrachado projetado especificamente para ter resistência, durabilidade e características de dissipação de vibração – ou seja, a bota absorve a vibração vinda do piso e a dissipa sem permitir que chegue aos pés do trabalhador. Além disso, o cabedal (a parte de cima) da bota é feita em material resistente a quedas de objetos pesados e substâncias a altas temperaturas.

“Mas é raro esse tipo de acidente acontecer… é necessário, mesmo?”

Sem dúvida. De acordo com as últimas pesquisas, cerca de 15% dos acidentes de trabalho registrados acontecem nos pés dos funcionários – tanto por quedas de objetos quanto por escorregões. Como é uma parte do corpo importante no deslocamento e no equilíbrio do indivíduo, a recuperação é lenta e custa à empresa, além da indenização por acidente de trabalho, um longo período com corpo de funcionários reduzido, já que o acidentado estará afastado por motivo de tratamento por um período que pode se estender por meses (desde o atendimento até o final de uma possível fisioterapia). Isso se o acidente não terminar em amputação – aí a indenização será ainda maior.

botas de proteçãoO investimento inicial em botas de proteção adequadas não costuma ser barato, já que se trata de um equipamento especializado e cada funcionário precisará de mais de um par. Entretanto, a longo prazo é um custo que compensa pois o valor economizado em indenizações que não foram acionadas e afastamentos que não foram solicitados é muito grande; sem contar na dor de cabeça evitada, já que não haverão trâmites advocatícios dos processos trabalhistas, que são sempre um aborrecimento para ambos os lados e frequentemente comprometem a imagem da empresa.

Percebe-se, então, que não há razões para tentar esta “economia” na proteção de seus funcionários já que, em caso de acidentes, o prejuízo será desproporcionalmente maior para seus cofres. Invista na principal força de trabalho de sua empresa e garanta tranquilidade na administração, na execução das tarefas e na não interrupção de sua cadeia produtiva. Vale a pena.