Os Limites da Juventude

Será que existem? A resposta óbvia é: “sem dúvidas que não!”. Mas, porque esta pecha paira sobre os nossos jovens na atualidade? Infelizmente, o quadro que vamos ver a seguir se repete em todo o mundo, não escolhendo raça, cor, cultura acadêmica ou mesmo família, parecendo que uma verdadeira pandemia, ou um surto de uma doença com distribuição geográfica muito alargada e sem nenhum controle, atingiu todo o globo terrestre.

Jovens e Álcool

Jovens e Álcool

Não escapou nenhuma localidade, por mais pacata que fosse. Apenas por exemplo, em Brasília eles marcam encontros pela internet para, em praças públicas, protagonizarem brigas violentas, onde muitas vezes acabam em morte, gravando tudo pelos seus celulares ou suas câmeras filmadoras, divulgando no mesmo canal para estimular novos encontros e novas mortes. Jovens formandos de medicina, em seu último ano de faculdade, entram por um hospital totalmente embriagados, jogando latas de cerveja para o alto e assustam os pacientes.

Nos Estados Unidos, onde a lei não permite a bebida em suas ruas, os jovens atravessam a fronteira com o México, se entopem de tequila, caem pelas ruas e becos, quando não tomam seus veículos e voltam pelas estradas a fora, completamente sem noção dos riscos a que estão expostos, e provocam acidentes horrorosos com um monte vítimas. Furam-se e se picam, experimentam uma infinidade de drogas, põem fogo em indigentes pobres e indefesos nas calçadas, e dizem que estavam “apenas brincando”. Agora, aqui no Brasil, país que até a bem pouco tempo era tido como o país dos macacos – símios que costumam imitar os outros – nossos jovens desenvolveram uma nova mania, porque viram a prática entre as mulheres que trabalham em bares de Las Vegas, nos Estados Unidos, a tal da chamada “vodca eyeballing”, ou seja, pingar vodca no olho como se fosse um ótimo colírio, teoricamente para aumentar a sensação de embriaguez. Ah! Tenha a santa paciência! Isto, além de não trazer o que eles buscam, ainda pode lhes causar cegueira sem remédio, e o resultado não é nada agradável para eles, nem tampouco para seus pobres pais.

Fico sinceramente espantado diante da semelhança de nossa juventude com um perfil descrito na Bíblia, sobre a geração do fim, demonstrada na Segunda Carta do Apóstolo Paulo ao seu pupilo Timóteo, no capítulo três, que diz assim: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também.” Não são estas palavras o espelho do que vimos descrito aqui? Portanto, podemos até tentar, e temos mesmo que tentar, mudar este quadro horrível de decadência da nossa juventude, na qual plantamos tantas e esperançosas sementes de dignidade, de justiça, de paz e de amor. Mas, qual foi o pássaro maldito que as recolheu antes de nascerem? É preciso refletir seriamente sobre isto.