Origem do Homem

Há cerca de 3,2 milhões de anos, habitava a região do deserto de Afar, na África Oriental, uma espécie de hominídeo ancestral do homem moderno – que era bípede e suava os longos braços para colher sementes, nozes, frutas e capturar insetos. Vivia em pequenos bandos e ocupava ambientes variados, de savanas e florestas.

Em 1974, ossos de um dos integrantes desse grupo foram encontrados pela equipe de pesquisadores liderada pelo norte-americano Donald Johanson. Tratava-se do mais completo esqueleto de ancestrais humanos já localizados até então e tornou-se uma das maiores descobertas da paleantropologia. Era uma fêmea da espécie Autralopithecus aferensis, que foi batizada de Lucy – em referência a música “Lucy in the sky with diamonds”, dos Beatles.

Primeiros Hominídeos

Estima-se que os primeiros hominídeos surgiram há mais de 5 milhões de anos. Foram os pioneiros do gênero a trocar a vida nas árvores pelo chão. E mais: a andar sobre duas pernas, deixando as mãos livres para outras funções.

Na escala evolutiva humana, distinguem-se dois grandes gêneros: o Australopithecus e os Homo, do qual descende o homem moderno. Os primeiros mantinham traços dos símios, como mandíbula grande, testa achatada e cérebro pouco avantajado. Os dentes, pequenos e arredondados, indicam que esses hominídeos alimentavam-se basicamente de frutas e sementes, colhidas com as mãos diretamente das árvores.

Gênero Homo

As características simiescas só desapareceram há cerca de 2 milhões de anos, com a evolução do gênero Homo. O primeiro a se destacar foi o Homo habilis, que aprendeu a manipular instrumentos. A fabricação de utensílios representou o primeiro passo tecnológico.

Por volta de 1,7 milhão de anos atrás, uma nova espécie desenvolveu-se no processo evolutivo: o Homo erectus, cuja postura era mais erguida e as mãos hábeis do que o Homo habilis. Durante esse estágio, alguns grupos já alcançavam a Europa e a Ásia.

Homem moderno

Desde a época dos Australopithecus, a natureza africana era favorável à sobrevivência humana. Não havia necessidade de abrigo ou fogo. Com o aparecimento do gênero Homo, seus integrantes – como o Homo erectus e, posteriormente, o Homo sapiens – ocuparam outros continente, deparando-se com climas mais severos e menor oferta de alimentos.

Nesse momento o homem primitivo mostrou sua capacidade de adaptação a ambientes variados, superando adversidades, entre elas fome e frio. Assim, deu sequência à sua evolução até surgir, há cerca de 100 mil anos, o homem moderno – homo sapiens sapiens, o único sobrevivente do gênero Homo. Mais inteligente, ele desenvolveu tecnologia para caça e defesa, criou formas de linguagem e aprimorou a vida em sociedade.