Introdução

O tema de estudo desenvolvido neste artigo cientifico seria o problema que têm as crianças com dificuldades de aprendizagem dentro de uma sala de aula e os inconvenientes para o docente. Estes meninos e meninas costumam significar uma contrariedade para o bom funcionamento da classe, por isso deve-se ter em conta que podem ter tanto problemas de aprendizagem como problemas afetivos, ambos temas interessantes para uma monografia ou um tcc.

O pesquisador da área da educação deve enfrentar o tema quanto aos problemas que supõe a diversidade nas salas de aula diariamente, sendo por isso muito importante que este disponha das habilidades necessárias para poder solucionar os diferentes conflitos que possam ocorrer, de forma preventiva e ampliando o entendimento sobre o assunto, a partir do grande número de monografias e artigos publicados sobre o assunto.

Um tema muito importante para o trabalho monográfico ou o tcc de um pesquisador são os alunos com necessidades pedagógicas especiais, estes indivíduos são vistos por seus colegas, companheiros, professores e professoras como crianças conflituosas ou problemáticas, porque caminham em outro ritmo e ainda atrapalham o andamento da aula. Os meninos e as meninas com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), com freqüência, costumam ser recusados por seus educadores e educadoras por serem impulsivos/ impulsivas, pouco atenciosos/ atenciosas e muito movimentados/ movimentadas; isto com freqüência afeta o resultado acadêmico destes estudantes, de acordo com os artigos científicos e monografias publicadas sobre o tema.

Cada vez com maior freqüência os estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) são expulsos/ expulsas, suspensos/ suspensas, repetem de ano, abandonam a escola, têm problemas de socialização, experimentam rejeição, ridículo e castigo. Isto faz com que a autoestima dos alunos e das alunas com TDAH diminua consideravelmente.

A partir dos sete anos, já se pode detectar este transtorno, o menino ou a menina já se encontram em idade escolar; a escola é um meio no qual se exige de cada aluno uma atenção continuada, realizar tarefas com um verdadeiro planejamento, responder às perguntas com sucesso, manter-se quieto e calado. O problema é que os alunos com TDAH não são capazes de controlar suas condutas, sendo que, de acordo com as pesquisas monográficas produzidas, isso pode chegar a causar-lhes um fracasso escolar, coisa que lhes ocorre habitualmente.

O professor deve reconhecer as necessidades de seus alunos e alunas e utilizar as estratégias necessárias de ensino que favoreçam o sucesso na aprendizagem. Uma ferramenta muito válida para estes indivíduos com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade são os programas de aprendizagem interativos, porque são muito motivadores e estimulantes, e estes precisam de métodos que despertem sua motivação e que tenham graus altos de estimulação, para captar sua atenção.

Marco teórico do tcc

Em 1902, o pediatra britânico Geoge Still descreveu em uma monografia um grupo de 20 crianças com problemas parecidos aos que hoje apresentam os indivíduos diagnosticados com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Eram indivíduos, segundo Still, com um “defeito de controle moral”. Esta era uma espécie de diagnóstico que Still definia como um déficit no controle da atividade em conformidade com a consciência moral. O pediatra implicava conceitos religiosos próprios de sua época, como “preguiça” e “maldade”, no transtorno em questão.

Em 1947, Strauss e Lehtinen propuseram a primeira denominação diagnóstica que perdura no tempo: “síndrome da lesão cerebral mínima”. Na década de setenta, as classificações internacionais, ICD-9 e DSM-II recolhiam este transtorno sob o termo síndrome hipercinética da infância.

Em 1983, Douglas diferenciou em um brilhante artigo cientifico as incapacidades específicas para a aprendizagem das características essenciais do transtorno, assinalando que o substantivo deste não era a hiperatividade, senão a atenção e suas disfunções.

O DSM-II, Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (1980) assumiu pela primeira vez o transtorno por déficit de atenção, classificado segundo dois subtipos: com hiperatividade e sem hiperatividade. Descreviam-se três áreas comportamentais nas quais se manifesta o transtorno: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade. O DSM-III-R (1987) anulou estas três áreas de sintomas e incluiu de novo a hiperatividade como característica substancial: transtorno por déficit de atenção e hiperatividade. Incluía uma subdivisão em função da gravidade do transtorno: leve, moderado, grave.

O DSM-IV (1994) mantém o termo de transtorno por déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH), classificando-o dentro do aparelho dedicado aos transtornos por conduta perturbadora. Reconhece-se três tipos: TDAH combinado, TDAH predominante inatento, TDAH predominante hiperativo/ impulsivo.

Ao longo das diferentes revisões monográficas se mantém o critério de que o transtorno deve iniciar-se antes dos sete anos. No entanto, o DSM-IV assinala que antes dos 7 anos devem ter começando os sintomas desadaptadores do transtorno pelo menos em dois âmbitos diferentes.

Atualmente, o TDAH é concebido como o produto de quatro fatores: atenção e aprendizagem; conduta impulsiva e autocontrole insuficiente; presença ou ausência de transtornos comórbidos; meio hostil.

Para este estudo é conveniente a análise dos fatores que afetam no meio escolar aos estudantes com TDAH em educação fundamental:

Dificuldades cognitivas: resolução de problemas; organização; inibição de estímulos, condutas e respostas; dificuldade de manter o esforço numa tarefa; tomar notas; completar atribuições a longo prazo; habilidade para encontrar formas para o estudo; velocidade e desenvolvimento da linguagem; organização em tarefas que requerem explicação verbal; coordenação motora (caligrafia).

Controle das emoções: poder esperar permite à mente ter tempo para dar um significado pessoal à informação e receber o conteúdo próprio da informação. Os/ as meninos/ as com TDA têm dificuldade para controlar as emoções; ao dar uma resposta não dão tempo à mente para separar o sentimento dos eventos; esta conduta traz conseqüências como hostilidade de parte do ambiente, castigo, rejeição e em alguns casos perda de amigos ou dificuldades nas relações interpessoais.

Ser capaz de utilizar a aprendizagem para enfrentar uma situação atual (aprender com os erros): a habilidade de esperar permite receber a informação, retê-la e compará-la com experiências passadas guardadas na memória. A pessoa com TDA, ao responder rapidamente, não podem retomar a informação que possui de experiências passadas para responder adequadamente às perguntas.

Escutar a voz interna e ter autocontrole: ao esperar os pensamentos se internalizam permitindo ao indivíduo definir metas, planejar, avaliar e medir conseqüências. O/ a menino/ a com TDA têm dificuldades para utilizar a internalização do pensamento, portanto, sua conduta é inconsistente, tendem a ter pouco controle da situação, sua conduta passa a ser regulada pelo que lhe parece mais estimulante no momento, não seguem estruturas nem rotinas, pouco persistentes.

Reconstrução do pensamento: para desenvolver a habilidade de resolver problemas, de dividir a informação em partes, de sintetizar a informação se precisa esperar. Os/ as alunos/ as com TDA tendem a dar respostas imediatas, o que dificulta a resolução de problemas ou a expressão de pensamentos depois de relacioná-la com a informação. Outras dificuldades apontadas por uma boa monografia pronta redigida sobre o tema: estresse em pais e irmãos, rendimento escolar baixo, medicação com estimulantes, autoestima baixa.

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