O Retorno de Jedi? Vírus e Bactérias

Quando eu era menino, não que isso tenha sido há bastante tempo, as doenças mais comuns entre as crianças eram o sarampo, a catapora, a varíola, coqueluche, febre amarela, malária, tuberculose – essa, então, muito temida – entre muitas e fortes gripes, que às vezes matavam também. Isto ocorria há mais de quarenta anos atrás.

Superbactérias

Superbactérias

Naquele tempo, me lembro bem, lançávamos mão da penicilina, das sulfas, do iodo, do mercúrio cromo, da embrocação – esse nome eu creio que muita gente nunca tenha ouvido falar, mas é um procedimento domiciliar para tratamento das inflamações de garganta, quando se quebra um galhinho mais resistente de goiabeira, enrola-se nele um chumaço de algodão, molha-se no iodo e esfrega-se bastante nas amígdalas inflamadas.

Para as febres, banho frio, chá quente, cobertor e melhoral, um comprimidinho pequeno, redondo e cor-de-rosa, eu gostava muito de comê-lo. Pois muito bem, com o passar dos anos e o advento dos antibióticos poderosos, agregando-se, ainda, a facilidade para aquisição dos mesmos, as consultas médicas diminuíram e a população começou a se automedicar por conta própria, pois já “conheciam” causas e efeitos, mas não poderia imaginar o tamanho do problema que estava criando para ela mesma.

Os laboratórios desenvolviam os remédios, com uma velocidade compatível com a demanda causada pelos vírus e bactérias, que agiam na época, os quais mantinham sob controle, até que aqueles intrusos de nossos organismos foram criando uma cepa altamente resistente aos antídotos conhecidos, retornando para a nossas vidas com toda a força, os chamados super vírus e super bactérias e, agora, tanto os laboratórios quanto a medicina penam para tentar acompanhar a evolução daqueles companheiros indesejados. Não estão conseguindo vencê-los mais. E o resultado disto tudo pode ser catastrófico para a humanidade como um todo.

Antes que se consiga a fórmula mágica para vacinas e remédios, muita gente morre. É preciso que haja uma campanha de grande porte para orientar, devida e adequadamente, toda a população, principalmente dos países menos desenvolvidos, para não fazerem o uso indiscriminado dos remédios e de medicamentos indicados para outras pessoas, por que eles podem se tornar em problemas e não em soluções. Além do mais, é preciso, também, que os órgãos públicos criem normas para a prescrição e venda de todos, eu digo todos, os medicamentos, mesmo que sejam os mais simples. Isto, para o bem de todos.