O Poder da Mentira

Mentira

Poder da Mentira

Ato de mentir; Engano propositado; Falsidade; História falsa; Aquilo que engana ou ilude, etc. etc. são algumas definições desta palavra de apenas seis letras. Porém, há algumas pessoas que entendem que ela não faz mal algum, quando usada para aliviar um sofrimento, uma angústia ou uma aflição. Por exemplo, quando uma pessoa está acometida de uma enfermidade mortal, é costume dizer-lhe que não é nada grave, e que ela vai melhorar logo, ou coisa parecida, no intuito de evitar uma redução maior das, já poucas, forças do enfermo. Aquelas seis letras se tornaram como que um organismo parasitário, que vive em simbiose com o ser humano contemporâneo, fazendo parte integrante do nosso dia a dia, o que implica dizer, infelizmente, que o mundo não funciona sem a mentira. Ela está em todos os segmentos da sociedade, independentemente da idade, sexo, cor, cultura acadêmica, credo ou língua, crescendo como um câncer ou como uma planta trepadeira, que espalha os seus ramos para todas as direções. Ela chega onde não deveria chegar, ou seja, a ser considerada como verdade na vida daquele que a pratica e ama. A coisa é tão séria, que a pessoa que dela faz uso constante, muitas vezes até sem mesmo perceber, começa a crer que ela é a verdade, chegando mesmo a transportar-se da realidade para um mundo de ilusão doentia. O mentiroso compulsivo já não consegue mais se desvencilhar da mentira, vendo-se obrigado por ela a ir até as últimas conseqüências. Podemos citar alguns casos, somente para ilustrar melhor a nossa exposição do assunto, como o de um rapaz que (isto é fato real e vou omitir os nomes) sendo parado por uma blitz da polícia deu um nome falso. Sem o saber, o nome que ele utilizou para tentar se desvencilhar do policial que o abordou, era de um criminoso, procurado por homicídio. Quarenta e oito horas de prisão foi o resultado de sua mentira. O mentiroso no Brasil vira filme, e a história conhecida é do paranaense Marcelo Nascimento da Rocha, que lançou mão de nada mais nada menos que dezesseis identidades falsas e enganou muita gente, fazendo-se passar, inclusive, por filho de um grande empresário de linhas aéreas comerciais, desfrutando por um bom tempo das regalias advindas do nome que usava. Pequena ou grande, ela tem o seu efeito pernicioso, não só na vida de quem a usa, mas, também, na vida de quem são suas vítimas. Definitivamente, não existe a menor possibilidade de considerarmos a mentira como inofensiva, é como se pudéssemos dizer a mesma coisa de uma célula de câncer extremamente agressivo. Não podemos falar da mentira, sem mencionar o destino dos mentirosos: “Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira”. É Deus falando em Apocalipse 21:8 e 22:15. O homem precisa se livrar de vez da mentira, que nada sustenta e se firmar na verdade, que liberta. Nada como poder colocar a cabeça no travesseiro, e dormir. Boa noite.