O Piso de Madeira: Chão Samurai

Quando pensamos em relações frias ou que causam pouca afetividade a visão que temos parece se dirigir a objetos como os azulejos. Talvez porque eles nos lembrem dos locais onde são largamente utilizados, como hospitais ou consultórios de dentista. Sem nenhum menosprezo por essas importantes profissões a de se convir que elas precisem de certa frieza e racionalidade. Porém quando pensamos na disciplina que se mostra a junção da natureza que dos dá base para nossas ações, o piso de madeira se mostra algo mais confortável até em termos mentais.

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Como se a madeira tivesse a habilidade de se equalizar com o que sentimos sem ser condescendente com o que não gostamos em nós mesmo.  Esse tipo de disciplina nos lembra a de outro local construído com pisos de madeira: o dojo dos samurais.

A disciplina como base

Soldado da aristocracia japonesa (930- 877), eles eram organizados a partir de seu código de honra, o Bushido. E se tornaram a classe dominante do Japão em 1185, quando da ascensão de Minamoto no Yoritomo como primeiro xogunato por. Seus fundamentais predicados eram a grande disciplina, fidelidade e sua grande aptidão com a espada katana. O treino dos samurais deveria acontecer em um lugar que era sacralizado pela própria atividade que seguiam o chamado “lugar do caminho” ou dojo.

Além de simples área para treino este local deveria ser respeitado assim como a própria casa dos praticantes, dai o motivo do praticante ser visto reverenciando-o antes de tal qual se faz nos lares dos japoneses.

O lugar do caminho

O pensamento indiano sempre foi de grande influência no oriente e assim o foi com a assimilação da palavra do Zen Budismo: “dojo” significa “lugar de iluminação”, onde outrora os monges praticavam a meditação, a concentração, a respiração, os exercícios físicos e outros mais.

A junção dos dois kanjis “d?”, “caminho”, “estrada» ou “trilha” nos sentidos mais espirituais dessas palavras e “j?”, “lugar”, “espaço físico”, “sítio”. É um ironia sem desrespeito, própria do zen-budismo, da capacidade de perceber como as palavras têm dificuldade de abarcar todas s situações: um local que leva a uma caminho e não um caminho que leva a um local. O dojo não é uma academia esportiva é uma caminho para a arte marcial.

O melhor soldado é aquele que busca a paz

A vida é marcial em si: lutamos contra nossas inseguranças, contra nossos medos contra o amor que sentimos por outros, não pelo amor em si, mas por que amar verdadeiramente é aceitar depender de outros para alcançar outros patamares de nós mesmos.  A disciplina é o chão do Samurai: quantas vezes ao ser derrubado em seus treinos ele deve ter visto a beleza do chão em madeira de seu dojo e pensado que aquela madeira também foi trabalhada para chegar ao ponto da perfeição simples?

O dojo ensina isso: a madeira belamente esculpida, a beleza que está por baixo de nossos pés, a dedicação que alguém teve para transformá-la no local adequado à busca do caminho que traçamos a cada passo. Madeira que foi viva criando apoio, tradições que esculpem o caminho para novas buscas de novas gerações.

O piso de um local em azulejo pode ser frio como o mundo, mas o piso de madeira é tão frio quando somos. Esse tipo de beleza é a que Kapor Pisos se compromete a conceder a seus clientes: chão belo e seguro como a disciplina de um samurai.