O Palmeiras em 2013

O torcedor do Timão foi ao Pacaembu mais do que confiante na vitória e numa goleada diante do Palmeiras. E até a metade do primeiro tempo a impressão era de que os corintianos estavam certos na previsão mais que positiva. Porém, talvez o time do técnico Tite, ciente de que a partida estava ganha, simplesmente entregou-se e parou de jogar bola.

O resultado foi a satisfação de um time humilde e com força de vontade: o atual time do Palmeiras, que por mais que seja uma equipe de raça, no entanto, é extremamente limitada. As substituições ilustram bem a disparidade entre os times paulistas. Do lado alvi-negro entraram em campo Pato, Romarinho e Renato Augusto, enquanto no lado alvi-verde entraram Ronny, Charles e Caio, jogadores tecnicamente mais fracos. Ou seja, o Palmeiras foi muito perspicaz e fez tudo que pôde. O empate foi, sim, um resultado positivo.

O jovem presidente do Palestra Itália tem uma missão difícil pela frente, que é a de reerguer o clube, uma trabalhosa reconstrução de elenco após a vergonhosa queda para a Série B. E ainda tem que lidar com um time desacreditado para recomeçar, apesar de todo o apoio da torcida.

Não são poucos os ingredientes da árdua realidade palmeirense que refletem o passado recente corintiano. Os alvi-verdes devem se espelhar nos alvi-negros, que em 2007 foram rebaixados e deram a volta por cima no ano seguinte, emplacando na sequência uma Copa do Brasil, um Brasileirão e uma Libertadores, seguida de um Mundial de Clubes.

Embora o clássico tenha tido como efeito dar ritmo de jogo às equipes para a Libertadores 2013, o clássico nunca deixou de ser um bom jogo. Uma série de tabus estava em jogo. A última vitória do Palmeiras sobre o rival no Pacaembu foi em 1995. Até então foram onze jogos, contando com o último dérbi, sete triunfos corintianos e quatro empates.