O Massacre na Escola em Realengo

Após a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, foi aberta a caça ao comércio legal de armas no país.

O Massacre na escola em Realengo

O Massacre na escola em Realengo

Eu particularmente não sou a favor nem contra, mas não consigo ver uma ligação direta entre o comércio legal e a posse dos dois revólveres pelo assassino.

Não nos esqueçamos que uma das armas foi roubada e estava “desaparecida” há quase duas décadas. Durante todo este tempo em quantas mãos criminosas essa arma não andou? Quantos assassinatos não cometeu?

Desconheço o termo médico científico para classificar Wellington Menezes de Oliveira. Uns dizem que é um psicopata, outros um psicótico. Não sei como defini-lo.

Mas sei sim que a tragédia cometida por ele independe do comercio de armas.

Supondo-se que no Brasil o comércio fosse proibido por uma legislação feroz, eficiente, ostensiva e, milagre!, incorruptível e que portanto o pluri homicida não tivesse nem de perto a possibilidade de obter os dois revólveres, cabe a pergunta:

Quem e como ele seria impedido de comprar gasolina e transformar a escola numa grande fogueira?

E envenenar a água do reservatório? E a comida do refeitório?

Quem o impediria de explodir tudo com uma bomba caseira?

Não, definitivamente a proibição não impediria o assassino.

Se desde sempre Wellington manifestou um grave desequilíbrio mental, agravado pela morte da mãe e se, desde sempre, manifestou ideias homicidas, entendo que o que faltou não foi a proibição ao comércio de armas, bem sim uma presença maior do Estado.

Ele alguma vez na vida foi visitado por um psiquiatra? Se não, por que?

Nos Estados Unidos onde o comercio é legal e a legislação frouxa, foram contabilizados 15.000 assassinados num universo de 300.000.000 de habitantes. No Brasil onde o comércio é legal e a legislação supostamente ferrenha (ao menos no papel) ocorreram 50.000 assassinatos num universo de 200.000.000 de habitantes (índice de guerra aberta!).

Se querem acabar com o comercio no país, por mim tudo bem. Não trabalho na Taurus nem sou comerciante de armas, só não gostaria que usassem a tragédia, o assassinato horrendo daquelas pobres crianças como uma desculpa para tal, tentando com isso jogar areia nos olhos das pessoas e desviando a atenção da raiz verdadeira do problema enquanto dizem para o povo:

viu como somos bonzinhos e nos preocupamos com vocês?