O Homem que era Deus

Muitos tentaram ser um e outros foram feitos pelos próprios homens, mas, não O eram, e ainda há aquele que vem para tentar sê-lO, e este vai enganar a muitos. O homem fez muitos deuses para si mesmo, entre eles estão os da mitologia grega, o sol e a lua, os de bronze e os de pedra, além dos de madeira e ainda os de gesso. Podemos ainda interpretar que tudo aquilo que colocamos no lugar do verdadeiro, torna-se um deus para nós, e aí vem gado, ratos, cobras, gatos e outros bichos mais. Existem alguns que, de tão pesados, precisam ser levados de um lado para o outro por um guindaste. E o homem segue adorando. Mas, não estamos aqui para falar de fantasias e enganos, e sim da verdade e esta verdade nos diz que houve realmente um homem que era Deus, com D maiúsculo e Todo-Poderoso.

Esta história começa muito antes da fundação do mundo, todavia, vamos nos ater a um período que beira a setecentos anos antes de Cristo, na época do Profeta Isaías quando ele dizia que o próprio Senhor daria um sinal, e que uma virgem daria à luz um menino, e que este seria chamado Emanuel, que significa “Deus conosco”. Para trazermos uma forte referência a enriquecer este texto, lembrar-nos-emos do que foi dito a Moisés, quando este perguntou a Deus “se me perguntarem quem foi que me enviou ao povo de Israel, que direi?” e o Senhor lhe disse: “Diga que o Eu Sou te enviou a eles”. João escreveu, em seu primeiro capítulo e nas primeiras linhas que “no princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus”, e mais à frente ele diz ainda que “o verbo se fez carne e habitou entre nós”, donde concluímos que o verbo (que era Deus) veio para o nosso meio como um homem comum, nascido de mulher, um ser humano como eu e como você, feito de carne e de ossos e de sangue.

Já crescido, na fase adulta, aquele homem comum mostra, pela primeira vez, a que veio transformando a água em vinho, depois curando cegos, aleijados, coxos e mudos, além de ressuscitar alguns, isto mesmo alguns, pois foram vários os casos e um deles, inclusive, ficou famoso porque havia já quatro dias que falecera, e já estava em adiantado estado de decomposição, tanto que cheirava mal. Mas, um fato bastante interessante diz respeito ao momento de Sua prisão, quando chegaram a Ele armados com lanças, paus e flechas. Diante de seus perseguidores Ele perguntou: “A quem vós buscais?” e eles disseram: “A Jesus de Nazaré!”. Pensemos um pouco, antes de prosseguirmos, nas palavras do Senhor a Moisés, que foram citadas ali atrás. E, então, Ele lhes falou “Sou eu!”. Ao ouvirem aquela referência ao grande EU SOU todos recuaram e caíram por terra, não resistindo ao poder que emanava daquela voz e daquele homem.

Paulo faz referências maravilhosas a Seu respeito, quando diz “Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” e mais “Pois em Cristo habita corporalmente a plenitude da divindade”. Na Sua morte de cruz, modalidade que execrava ainda mais o indivíduo, pois que era considerada a mais humilhante de todas as mortes, entregou o espírito e foi imediatamente lançado às profundezas da terra, no vale da sombra da morte e no inferno, e dali, ressuscitou trazendo consigo as chaves da morte e do inferno, tirando este domínio das mãos de Satanás. Um fato interessante, também, foi que no momento em que Ele expirou, rochas se partiram e sepulcros foram abertos, de lá saindo homens e mulheres que viveram na Sua presença.

Estes foram ao encontro de seus familiares que ficaram estupefatos, mas muito felizes com o acontecimento. Para não deixar margens para dúvidas, pois Deus conhece muito bem o coração do homem, ressurreto Ele apareceu para mais de quinhentas pessoas, em momentos diferentes e em lugares diferentes, testificando que, ao contrário do que muitos possam pensar, a ressurreição é um fato, inexplicável para a ciência humana. Só Deus pode fazê-lo. Ressurreto Ele foi assunto aos céus, e agora Ele é Deus, somente Deus, o Todo-Poderoso para sempre. E não voltará mais a ser homem. Glórias sejam dadas ao Deus que foi homem.