O Homem que Calculava

O Homem que Calculava

O Homem que Calculava - Capa

Autor(es): MALBA TAHAN- (JÚLIO CÉSAR DE MELO E SOUSA)

Editora: Record

Ano de Publicação: 1939 Edição: 55 Nº páginas: 304 ISBN: 8501061964

Tema central: Conta a história de um árabe que usava a matemática para resolver qualquer tipo de problema

Tempo de leitura do livro: 17h 00 min

Laudas de Relatório: 3

Esse livro não consta em nossa relação de sugestões de leitura para a atividade de AACC, foi uma sugestão do professor da disciplina de “matemática elementar e discreta” uma feliz sugestão que aproveitei e me encantei com as estórias do “Homem que Calculava”.. Lembrando-me em alguns momentos Sherazaid e as mil e uma noites. Achei esse livro um convite prazeroso para uma viagem à rica cultura árabe. “O Homem que Calculava”! Através de suas várias estórias interessantes aprendemos um pouco sobre Matemática, cálculos que nos intrigam no dia-a-dia, mas cujas soluções são tão simples que por vezes nos não nos percebemos de sua facilidade.

O livro conta as aventuras de um sábio que descobre que pode ter sucesso usando seus conhecimentos matemáticos. Uma forma estimulante de ensinar os fundamentos da matemática. Esta obra deveria ser incluída nas escolas do ensino fundamental e certamente se assim fosse, derrubaria o preconceito da Matemática, a de “disciplina chata e complicada”.

Toda leitura me proporciona viagens incriveis, mas o Homem que Calculava fez com que meu cérebro a funcionasse matematicamente! Rsrsrsr… Esse sábio muçulmano com seus problemas lógicos e matemáticos que ele foi encontrando pelo caminho, e para os quais encontrou as soluções através de um raciocínio matemático simples. Para mim admiravel.

Essa leitura me fez pensar sobre amizade, generosidade, gentilezas, poesia coisas que nos proporcionam uma vida melhor. A simplicidade de Beremiz, nos passa felicidade, nos seus doces agradecimentos a Alláh, sua religiosidade. As estorias de Beremiz são muito mais do que os cáculos matemáticos. Para mim, seus contos me mostraram belas ações, sabedoria, bondade e pureza.

Em nosso curso de Licenciatura em computação temos visto a idéia de que a matemática é fundamental, as coisas de forma precisa e objetiva, seja na construção de um foguete, como várias vezes o Professor Fernando conta do erro de calculo que fez com que o foguete explodisse; como é citado neste livro. Diz ele: “A Matemática não é uma ciência, ela é A CIÊNCIA.” Gostei muito dessa colocação, objetiva e clara.

Beremiz Samir nos mostra uma infinidade de grandiosas soluções para problemas aparentemente insolúveis aos pobres mortais como nós. Evidentemente, é um livro de ficção e as resoluções do calculista são fabulosas e impossíveis a um ser humano normal, mas dentro do enredo do livro fiquei abismada com a forma valiosa com que a matemática e a geometria vão sendo sabiamente usadas pelo Homem de Calculava para a solução das mais incríveis questões.

O livro ainda contém informações, histórias e curiosidades sobre a matemática e ganhei mais conhecimento e informação, como toda leitura nos traz. De forma estimulante, o livro apresenta alguns problemas, quebra-cabeças e curiosidades da matemática Beremiz Samir, andarilho persa que viveu no século XIII, transmite tudo isso com grande estimulo. E de tudo o que mais me encantou foi a lenda que conta a origem do jogo de xadrez. Apesar de seu enorme conteúdo matemático, o livro não tem nada de descrições chatas, ele trabalha o raciocínio lógico e, além e tudo, é um ótimo romance.
Dos dizeres sábios de Beremiz o que mais gostei e acho que continua se aplicando até os dias de hoje é: “O pior sábio é aquele que freqüenta os ricos; o maior dos ricos é o que freqüenta os sábios!” – Marajá Cluzir Schá em saudações a Beremiz.