O Expressionismo nas Artes e na Cultura

Expressionismo

O grito (Edvard Munch)

O Expressionismo foi um movimento cultural surgido na Alemanha no início do século XX, que alcançou os mais diversos campos artísticos: arquitetura, artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, dança e fotografia. Inicialmente, a vanguarda expressionista se utilizou da pintura. Em paralelo ao aparecimento do fauvismo francês, ambos os movimentos foram os primeiros representantes da chamadas “vanguardas históricas”. Muitas frases de reflexão são datadas deste período de efervecência  artística e intelectual.

O Expressionismo foi um movimento heterogêneo, de uma atitude e de uma nova forma de entender a arte. Por essa razão, a aglutinação de diversos artistas e de várias tendências, formações e níveis intelectuais foi fundamental. Os expressionistas eram avessos ao positivismo associado aos movimentos impressionista e naturalista. Na pintura, por exemplo, uma nova tabela de cores propôs uma nova arte, pessoal e intuitiva, onde predominava a visão interior do artista. Ou seja, a “expressão”, em oposição à mera observação da realidade, a “impressão”.

As temáticas costumavam ser a solidão e a miséria, reflexo da angústia e ansiedade dos artistas e intelectuais. Tal angústia vinha do desejo de transformar a vida, de ir além das dimensões da imaginação e de renovar a linguagem artística.

A vanguarda entendia a deformação da realidade como forma de expressar subjetivamente a natureza e o ser humano. Os sentimentos são mais explorados em relação à descrição mais naturalista. Pensando dessa forma, não há uma época ou um espaço que defina o movimento cultural. Podemos classificar como expressionistas autores tão diversos como Brueghel, Goya e Greco.

No Brasil, observa-se a partir da Semana de Arte de 22 um desejo intenso  de pesquisar nossa realidade social, espiritual e cultural. A arte adentra no panorama ideológico da época, buscando analisar as contradições vividas pelo país e representá-las pela linguagem estética. Artistas como Lasar Segall, Anita Malfatti e Candido Portinari foram os principais representantes do expressionismo no Brasil.