O Continente de Plástico

Ele fica localizado a 900 km da costa da Califórnia (Estados Unidos da América – EUA) e quase alcança à costa do Japão, atingindo 1000 km de extensão, tendo quase o dobro do tamanho do EUA. Possui uma profundidade média de 15 metros e pela sua característica de flutuar próximo ao nível do mar é imperceptível aos satélites. Porém, esse “continente” não pertence às chamadas terras emersas do planeta, pois é inteiramente formado de lixo.

É conhecida como Grande Depósito de Lixo do Pacífico é formado basicamente de tudo o que se pode imaginar que seja constituído de plástico. Esse material possui alta durabilidade, estabilidade e resistência a degradação. Ele se movimenta livremente pelo pacífico e quando passa perto do continente, assistem-se as praias completamente cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Atualmente, nossa civilização produz anualmente 100 milhões de tonelada de plástico e 10% acaba nos oceanos, um quinto desse material que chega aos oceanos é produzindo pelos navios e plataformas petrolíferas, sendo o restante produzido em terra firme e carregado pelas correntes marinhas.

Esse novo “continente” foi descoberto pelo Oceanógrafo Charles Moore e suas estimativas apontam que em 2018 a “mancha” irá dobrar de tamanho e que atualmente são 100 milhões de toneladas de lixo flutuando no oceano. Após essa descoberta tão inusitada, Charles Moore dedicou-se ao estudo do continente de plástico, largando seus negócios e criando uma fundação para pesquisa o fenômeno.

Os impactos ambientais que ocorre em decorrência desse fenômeno, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que ocasionou a morte de 100 milhões de aves, além de atingir tartarugas marinhas, tubarões e centenas de espécies de peixes.

O plástico é mais rapidamente degradado no oceano quando produz toxinas que afetam a vida marítima, produzindo, por exemplo, o Bisfenol A e Monômero, sendo que aquele causa desequilíbrio no sistema hormonal dos animais e este causa câncer. Além disso, o continente de plástico funciona como uma esponja, concentrando naquela região os poluentes despejados no oceano, produzindo uma região altamente contaminada para a vida marinha.

Finalmente, a localização do continente de plástico em águas internacionais proporciona a nefasta falta de atitude dos governos, pois ninguém assume a responsabilidade pela causa do fenômeno e nem produz nenhum tipo de ação que possa mitigar os efeitos até agora causados.

A poluição produzida pelo homem, a cada dia apresenta novas formas de ameaça à vida. No caso do continente de plástico ninguém assume a responsabilidade e cada dia a situação vai piorando, pois nada é feito nem para recolher o lixo existente e nem para diminuir a emissão de lixo nos oceanos do mundo.