O Cérebro dos Mentirosos

O Cérebro dos Mentirosos

O Cérebro dos Mentirosos

É muito comum, embora não devesse sê-lo, as crianças criarem situações irreais para se livrarem de algum problema ou ameaça. Deste modo, se os pais não tomarem nenhuma providência para inibir esta iniciativa em seus filhos, quando pequenos, mais tarde, na adolescência ou já na fase adulta, a repreensão ou correção estarão vindo tarde demais. Mas, esta faculdade da mentira, por incrível que possa parecer, provoca certas alterações nos cérebros das pessoas que fazem uso constante desta perigosa estratégia perniciosa (a redundância é proposital), como, por exemplo, uma redução de sua massa cinzenta em até quinze por cento.

Especialistas dizem que tal redução implica em afirmar, com base em pesquisas realizadas nos Estados Unidos, pela Universidade da Carolina do Sul, que tais pessoas não são propensas a se preocuparem com as questões morais, o que as faz não se sentirem nem um pouco constrangidas, e nem sequer inibidas, ao inventarem uma grande mentira, ao contrário das outras pessoas que são contrárias às falsidades. Os estudos revelaram ainda, que os cérebros dos mentirosos desenvolvem quase trinta por cento a mais de massa branca, do que o das outras pessoas que preferem não mentir.

A massa branca de nosso cérebro é a responsável pela rapidez de raciocínio, e indica a nossa capacidade cognitiva, o que significa dizer que quanto mais massa branca tivermos, maior será a nossa capacidade de adquirir conhecimento. Os mentirosos desenvolvem, ainda, maior habilidade na verbalização e, por esta razão, têm maiores condições de convencimento, pela eloqüência. Todavia, a justiça também está desenvolvendo artifícios para desmascarar os mentirosos, através das análises cerebrais. O mentiroso pode ser pego pela sua própria astúcia e, portanto, a mentira não compensa.