O Amor de Deus

O Amor de Deus

O Amor de Deus

A Bíblia nos traz uma rica definição do que é o amor, e ela se encontra, entre outras passagens, no capítulo treze, da primeira carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios. Em poucas palavras, vamos tentar entender um pouco o que aquela descrição pode conter no seu recôndito.

Analisemos o texto, então, para ver se ele se enquadra no que nos entendemos hoje por amor. Paulo começa dizendo “Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente” para, em seguida, ele demonstrar o seu entendimento sobre a indispensabilidade daquele sentimento em suas ações cotidianas: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá”, em ato contínuo, ele passa especificamente à descrição do amor: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece…”.

Isto me parece uma descrição de Deus, o amor ágape. Muito antes da fundação deste mundo, o Senhor já havia criado seres excelentes, os Querubins, os Serafins, os Arcanjos e os Anjos. Todos santos e dotados de grande poder. Tão poderosos, que apenas um deles, em apenas uma noite, matou cento e oitenta e cinco mil soldados de um poderoso exército inimigo de Israel. Deus pelejava por seu povo, por amor. Então Ele criou o homem, à sua imagem e semelhança, um ser diferente de todos os outros até então criados, para que nele Ele pudesse se derramar. Matando-se a si próprio, para que não houvesse condenação para todo aquele que crer no Seu vicário sacrifício, demonstra a mais perfeita faceta do Seu amor pelo ser que Ele criou para nele se derramar.

Deus queria um amigo, que pudesse amá-lo sem nenhum interesse particular, que o adorasse pelo Deus que Ele é. E nos deu tudo de graça, para que nos alegrássemos na Sua gloriosa presença e, para nos garantir a vitória sobre a morte e o inferno, nos deu do Seu próprio Espírito, para que sejamos cheios de poder, a fim de que possamos resistir nos dias maus e aos ataques dos inimigos, até que alcancemos a vitória definitiva, e tenhamos a vida eterna ao seu lado. Fez-nos seus herdeiros e co-herdeiros com o Seu Filho Unigênito, de todas as coisas. Todas, sem exceção. Ainda que o tenhamos açoitado, cuspido em Sua face, coroado Ele com espinhos, batido em Seu rosto, para depois pendurá-lo em uma cruz, Ele está de braços abertos nos aguardando, esperando que o reconheçamos como Pai amoroso e saudoso dos tempos em que conversávamos com Ele, no jardim do Éden, que Ele mesmo criou para nós. Ele espera, pacientemente, pelo retorno do filho pródigo. Podemos, agora, refletir no que nós entendemos por amor?