O tema “lixo” é cada vez mais pautado nos noticiários. A problemática, bastante constante, é evidente no país, devido à precariedade de recursos que amenizam a quantidade gigantesca de lixo que é produzido diariamente. Mas, o problema não é só o acúmulo de lixo em locais indevidos: o pouco investimento e atenção dada à reciclagem e às coletas seletivas acabam piorando a situação no Brasil.

Meio ambienteSabia?

Todos os dias, são coletadas 188.815 toneladas de resíduos, sendo que 58,3% vão para aterro sanitário, 19,8%, para lixão e apenas 1,4% para reciclagem. Ao todo, há 2.906 lixões no Brasil, distribuídos em 2.810 municípios.

O problema dos lixões parece não ter fim

Segundo dados da Política Nacional de Resíduos Sólidos, 63% dos municípios, ainda enviam seus resíduos sólidos para os lixões, fato que, segundo as empresas desentupidoras, tanto produz entupimentos nas galerias pluviais, quanto contamina o solo e a água em mananciais. Além disso, 59,3% das cidades não têm sistema de coleta seletiva, e 70% dos municípios possuem catadores de lixo e de materiais recicláveis (mas boa parte da categoria não tem organização oficial).

Nova lei

A nova lei (12.305/10) ordena que, até o ano de 2014, todos os municípios brasileiros terão que transformar os “lixões”, em aterros sanitários. Neles, a manta impermeável é colocada desde o início das operações e o chorume é tratado. Alguns aterros sanitários possuem pequenas usinas que transformam o gás proveniente do lixo em eletricidade. A diferença é que o lixão é uma área a céu aberto para depósito dos resíduos urbanos sem nenhum critério técnico, enquanto o aterro sanitário conta com projeto de engenharia e licenciamento ambiental.

As diversas áreas do aterro possuem drenos com os poços, que coletam gases resultantes da decomposição do lixo, sendo o metano (CH4), o gás carbônico (CO2) e o oxigênio (O2) os mais presentes. Para chegar nesse grau e passar dele, avançando para tecnologias mais sustentáveis, vai ser necessária a arrecadação de uma grande quantidade de recursos financeiros. Apesar da lei, a maioria das regiões ainda não sabe o que fazer com o lixo – e sofrerão dificuldades para se adequar no prazo à nova legislação.

 

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