Nossos Filhos

Nomalmente, nossos filhos, são os mesmos companheiros de alegria e sofrimento, culpa e resgate, de existências passadas, onde caímos em problemas difíceis de serem resolvidos. Antes, éramos associados de trabalho e ideal,  hoje nossos filhos se tornam continuadores de nossas ações ou intérpretes de nossas obras. Quase sempre, renascemos na Terra à maneira de plantas de uma só raiz, e, em nosso caso, a raiz é o conjunto de débitos e aspirações em que se nos compõe os dias no planeta Terra, com o objetivo de promover nossa ascensão espiritual.

Conflitos inquietantes podem nos envenenar a alma, dificultando-nos a harmonia conjugal, as leis não nos impedem a separação do consorte, com quem a convivência se tornou impraticável; mesmo que com isso,  relegamos ao futuro a solução de graves compromissos assumidos na Espiritualidade. Entretanto, pensemos nos nossos filhos. Almas queridas que vieram das vidas passadas, pelas vias da reencarnação, desembarcarcando  no presente, em nossos braços, suplicando-nos auxílio e renovação.

Os nossos filhos  não necessitam apenas dinheiro ou reconforto no plano físico, Necessitam muito mais de assistência e rumo, apoio e orientação. Se estamos consorciados  no lar, semelhante comunhão encerra também os deveres para com todos os nossos filhos, que nos rogam proteção e entendimento, a fim de que reforcemos neles o dom de servir e a alegria de viver.

É verdade que as leis da vida permitem o divórcio, porque situações extremas existem no mundo nas quais a alma encarnada se vê sob a ameaça de se tornar um suicída ou despencar para a criminalidade e o Senhor não faz a apologia da violência. Apesar disso, consideremos a extensão dos nossos compromissos, porquanto não nos ligaríamos a alguém no recinto doméstico para a criação da família ou para a sustentação de tarefas específicas, não fossem as razões justas nos princípios de causa e efeito, evolução e aperfeiçoamento.

Desta forma, sejam, pois, quais forem as circunstâncias constrangedoras que nos afligem o lar, possamos refletir, acima de tudo, em nossos filhos, que precisam de nós. A nossa união inclui particularmente cada um deles; e eles, que necessitam hoje de nossa bênção, se procurarmos esquecer-nos em favor deles a fim de abençoá-los, amanhã também receberemos suas bênçãos

Com base em artigo do Espírito : Emmanuel
Psicografia : Francisco Cândido Xavier
Livro: Vida em Vida – Cap. 31