Normalização e Desempenho em Sistema de Banco de Dados Relacional

A importância da normalização em banco de dados: A normalização, como atividade reguladora, unifica formatos, procedimentos, favorece e facilita o registro, a transferência das informações para os meios impressos e/ou eletrônicos e permite a recuperação mais efetiva de documentos em sistemas de informação, além de garantir uma padronização que facilita o uso e a disseminação de seu conteúdo. O uso da normalização traz grandes benefícios (consistência, evita redundância, integridade) e sua não utilização poderá trazer exatamente os problemas resolvidos com normalização, ou seja: problemas de inconsistência, redundância e integridade.

– Formas normais existentes.: As FN são conjuntos de restrições nos quais os dados devem satisfazê-las. Exemplo, pode-se dizer que a estrutura está na primeira forma normal (1FN), se os dados que a compõem satisfizerem as restrições definidas para esta etapa. A normalização completa dos dados é feita, seguindo as restrições das quatro formas normais existentes, sendo que a passagem de uma FN para outra é feita tendo como base o resultado obtido na etapa anterior, ou seja, na FN anterior.

  • Forma Normal

Primeira Forma Normal: Uma relação se encontra na primeira forma normal se todos os domínios de atributos possuem apenas valores atômicos (simples e indivisíveis), e que os valores de cada atributo na tupla seja um valor simples. Assim sendo todos os atributos compostos devem ser divididos em atributos atômicos.

Segunda Forma Normal: Uma relação se encontra na segunda forma normal quando estiver na primeira forma normal e todos os atributos que não participam da chave primária são dependentes desta. Assim devemos verificar se todos os atributos são dependentes da chave primária e retirar-se da relação todos os

atributos de um grupo não dependente que dará origem a uma nova relação, que conterá esse atributo como não chave. Desta maneira, na segunda forma normal evita inconsistências devido a duplicidades.

Terceira Forma Normal: Uma relação estará na terceira forma normal, quando estiver na primeira forma normal e todos os atributos que não participam da chave primária são dependentes desta porém não transitivos. Assim devemos verificar se existe um atributo que não depende diretamente da chave, retirá-lo criando uma nova relação que conterá esse grupo de atributos, e defina com a chave, os atributos dos quais esse grupo depende diretamente.

O processo de normalização deve ser aplicado em uma relação por vez, pois durante o processo de normalização vamos obtendo quebras, e por conseguinte, novas relações. No momento em que o sistema estiver satisfatório, do ponto de vista do analista, este processo iterativo é interrompido. De fato existem literaturas indicando quarta, quinta formas normais, que não nos parece tão importante, nem mesmo academicamente.

A normalização para formas apoiadas em dependências funcionais evita inconsistências, usando para isso a própria construção da Base. Se a mesma consistência for passível de ser garantida pelo aplicativo, a normalização pode ser evitada com ganhos reais no desempenho das pesquisas. No caso da consistência não ser importante, também podemos não normalizar totalmente uma Base de Dados.

– Significado de um atributo: No banco de dados relacional as informações são guardadas em tabelas denominadas como entidade no termo técnico. Um exemplo para uma entidade ou uma tabela seria a tabela/entidade Funcionário e para cada funcionário temos que armazenar algumas informações assim como: Nome, Endereço, Área, Cargo e entre outras informações. Essas informações ou características são denominados de Atributos, esses atributos são os campos da nossa tabela, ou seja em modelagem (modelo lógico) criamos uma entidade com seus atributos, já no modo físico criamos uma tabela com seus determinados campos. Quando criamos a tabela e cadastramos um cliente é gerado um novo registro, ou seja um novo funcionário cadastrado na nossa tabela.