Não Existe Sorte, Nem Azar.

Desaprender esse conceito de que existe sorte ou azar foi uma tarefa difícil em minha vida.
Desde pequenos somos fadados a acreditar nesse absurdo de sorte e azar, certamente uma crença que enfraquece nossa auto-estima, nossa motivação e mais ainda nossa responsabilidade como ser humano.

Solange uma jovem de 25 anos, chegou toda eufórica e me deu a notícia de que havia passado naquele concurso que havia se preparado tanto; ela me disse que teve uma sorte danada, pois todas as perguntas estavam fáceis demais.

O padrão de comportamento de Solange é de uma pessoa sem muita estima, insegura e alicerçada na co-dependência de outras pessoas, como namorado e família.
Olhei bem para ela e disse que sorte não existe, ela estava mais que preparada, quantas noites ela havia deixado de sair e de se divertir para estudar e conquistar seu objetivo, será que sorte seria a palavra certa para a sua conquista? Será que a mera coincidência dos acontecimentos havia colocado ela entre os vencedores daquele concurso?

Absurdo… ela estava mais que preparada, tudo havia se tornado claro e fácil!
Assim é para os vencedores. Existe uma preparação, um treinamento e uma vitória que deve ser celebrada, e foi exatamente isso que eu pedi que ela fizesse.À noite, ao chegar em casa comemorasse com as pessoas que participavam de sua vida, aquelas que se tornaram testemunhas de seu empenho. Assim como Solange, muitas pessoas simplesmente se depreciam achando que suas conquistas foram a custo de sorte. Mas estar preparado e no momento certo para apanhar aquela oportunidade é mais que sorte.

Meu filho de 15 anos chegou para mim um dia desses e me disse que pegou o terceiro lugar no campeonato de vídeogame; ele estava se sentindo o máximo, mas não mencionou sequer a palavra sorte. Eu perguntei se ele poderia ter pegado outra colocação e ele simplesmente me respondeu que se ele se preparasse melhor conseguiria, e foi isso que ele fez. Ele não me veio com aquelas desculpas baratas de que QUASE conseguiu o primeiro ou segundo lugar, afinal “Quase” é a típica palavra que denota desculpa ou fraqueza, ela nem deveria existir.

Quase eu consegui a medalha de Ouro…, Quase que eu ganhei…, Quase que eu passei…
Bela desculpa, o que faltou?
Força!

“Quase” é sinônimo de que você NÃO conseguiu; portanto não invente desculpas!

Eu sei que isso se torna mais fácil, mas não vai adiantar, o certo é você investir em você, é praticar, treinar, buscar o melhor, e se não conseguir é ter a honra de saber o que faltou.
Assim, por exemplo, são os orientais, eles batem palma pelo segundo lugar, pois sabem que eles deram de tudo, não existe desculpa, existe honra, pois eles dão o máximo de si.
Lúcio chegou para mim e descarregou todas as suas frustrações por ter perdido o campeonato de natação, me disse de seu AZAR, que naquele dia já havia acordado com o pé esquerdo (já começa a colocar superstições no meio, as famosas desculpas), depois me disse que havia tomado o café rápido demais, e que na hora das braçadas na piscina havia dado azar na troca dos braços, tudo isso culpa do AZAR.

Ele se eximiu de toda a responsabilidade – e isso é fácil – assim como Lúcio, muitos profissionais que chegam à falência descontam a sua incompetência em administrar e em gerenciar numa única palavra chamada de “Azar”.
Lembre-se: sorte e azar não existem. Eu sei que você vai me perguntar: E nos jogos? Quando jogamos na quina, loto, loteria, Sena, essas coisas – aliás, para muita gente esses jogos são conhecidos como jogos de azar. Não existe sorte ou azar, mas sim probabilidades e essas são regidas por uma ciência pura chamada de matemática. Portanto, não dá para inventar!

Outra dúvida que as pessoas me questionam é a respeito do encontro de duas pessoas e elas sempre me falam que tiveram sorte de se encontrarem.
Isso também não existe. Posso explicar o fato cientificamente através da lei da sincronicidade, aquela que explica, por exemplo, que quando uma pessoa vai abrir uma porta e a outra também, simultaneamente, você vai dizer: coincidência!
Jamais, isso não existe!

A lei da sincronicidade foi estudada por uma das maiores autoridades na área, Dra. Dana Zohar e vale a pena conferir. Por isso, chega de eximir-se de responsabilidade, ou de faltar em dar-se valor; o que precisamos entender é que azar, sorte e mesmo as coincidências, jamais existiram e existirão. Tudo é guiado por nossas escolhas, por nossa preparação, pela nossa visão das oportunidades e por algo maior que chamamos a mão de Deus.
A partir de hoje você esta convidada a um novo mundo, no qual a sua sorte e azar dependem agora de sua preparação.

Dr.Paulo Valzacchi é Biomédico, palestrante e professor especialista em saúde emocional. É autor de uma série de CDs de autoconhecimento. www.meupoder.com.br

  • Atribuir à sorte somente é desmerecer o esforço e a disciplina, indispensáveis ao aprendizado e à evolução do conhecimento. Excelente artigo.