Mulheres no UFC, Vem Aí: Luta!

Miesha Tate

O MMA feminino está ganhando cada vez mais espaço e a abertura para a categoria feminina galo (61 kg) cria expectativa perante os possíveis combates, rompendo barreiras dentro da maior organização de MMA do mundo.

Dana White com Rousey em camiseta

Em uma entrevista à revista norte-americana Sports Illustrated, Dana White, presidente da franquia declara: “isso definitivamente vai acontecer”. O próprio já cogitou a possibilidade de realizar uma luta na instituição entre Ronda Rousey e a desafeta brasileira Cris Cyborg, que também foi cogitada para integrar o grupo.

Cris Cyborg

Ela foi considerada por três anos seguidos, a melhor competidora do octógono, dominando muay thai, jiu-jitsu e wrestling, da qual foi campeã do cinturão pela Strikeforce em 2009, no ano seguinte defendeu duas vezes o cinturão e em 2011 pela terceira vez numa luta com Hiroko Yamanaka, venceu a luta com apenas 16 segundos do primeiro round com um nocaute, mantendo assim o cinturão, porém foi pega no exame antidoping e a luta foi para o “no contest”, e a paranaense foi afastada por doping no começo desse ano, ficando de fora das lutas por um ano e levando multa de US$2.500,00.

Outra brasileira que está sendo visada pela possibilidade de contratação da UFC é Kyra Gracie, faixa preta de jiu-jitsu, da lendária família de lutadores Gracie.

Kyra Gracie

A repercussão do feminino nas lutas gerou certo desconforto por parte do lutador Georges St-Pierre que é campeão dos meio-médios (77 kg) pela entidade, que declarou o seguinte: “Tenho uma mentalidade diferente, sou da velha escola. Acho que isso vem da maneira como fui criado. Não acho legal ver as meninas em combate, é difícil para mim e me sinto mal com isso. Eu nunca vi uma luta de mulher, mas sei que elas são muito boas”.Em contrapartida a ex-campeã peso galo do Strikeforce, Miesha Tate e nova colega de trabalho do atleta St-Pierre, declarou durante uma coletiva de imprensa realizada após o UFC 154, em Montreal, no Canadá, no último domingo:

George St-Pierre

“Estou esperando o St. Pierre abrir sua mente um pouco e acompanhar uma luta entre mulheres. Se todas as pessoas tivessem o mesmo preconceito com o MMA como tem o GSP pela luta feminina, então ele não teria um emprego. As meninas de hoje não estão pedindo mais a proteção do homem. Estamos pedindo a sua aceitação e estamos lutando por igualdade”. Apesar da crítica dura da lutadora, encerrou a coletiva dizendo que é fã de St-Pierre e espera seu total apoio à sua chegada.

De qualquer forma, todos os fãs do MMA independente se a modalidade é feminina ou masculina, querem ver o que será dessa nova fase de lutas providas pela UFC.