Miçangas de Presos

É público e notório que, no Brasil, a liberdade vigiada de presos com benefícios de soltura, simplesmente não funciona, e quem paga o pato é a população. O que temos visto e que anda permeando os jornais e revistas do país, são crimes horrorosos e recorrentes praticados por meliantes que estão em benefício de soltura. São presos que vão “ver os pais” no natal, no dia do seu aniversário, na semana santa e não voltam mais para a prisão, onde deveriam se apresentar todos os dias, para o pernoite. Só rindo.

Liberdade Vigiada

Liberdade Vigiada

O governo do Rio de Janeiro gastou, nada mais nada menos, que um milhão e vinte mil reais do bolso do contribuinte comprando tornozeleiras eletrônicas, para controlar os presos em regime semiaberto do estado. Alguns dos moços não gostaram das “miçangas” e andaram cortando-as de suas pernas, jogando-as em bueiros, latas de lixo, rios e mar, locais onde foram procurados pelos policiais para trazê-los de volta, pois não respondiam mais aos chamados. Pela leitura dos aparelhos, os presos ficavam parados por muito tempo em determinados lugares. Desde o seu lançamento, eu sabia que não ia dar certo, mas, a idéia pode ser aprimorada, por exemplo.

Há muitos anos atrás, um filme americano mostrava um presídio onde os presos eram controlados por colares (bem poderiam ser tornozeleiras mesmo) eletrônicos, providos de um explosivo de alto impacto, e eram colocados em dupla. Os indivíduos não poderiam se distanciar mais que cinqüenta metros um do outro, e nem poderiam se distanciar mais que cem metros de uma antena posta nos limites do presídio, pois se assim o fizessem o aparelho detonaria o explosivo e o sujeito morreria sem a cabeça. Vai que não sejamos tão rigorosos assim, mas neste sentido a tornozeleira funcionaria muito bem, além de contribuir para um contingente reduzido de vigilantes e para a redução da base de custos operacionais.

Há ainda outra alternativa que, se utilizada, resolveria de vez aquele problema de controlar os presos fujões: instala-se um chip eletrônico subcutâneo, a ser colocado no indivíduo anestesiado previamente, e assim ele não saberia onde foi colocado em seu corpo, e o gato não foge mais das lentes poderosas do satélite, portanto, não haveria mais motivos para se perder a movimentação dos presos. O tal chip não poderia mais ser removido, pois a simples tentativa o destruiria e ele derramaria uma substância nociva, que levaria o preso a sentir fortes dores, obrigando-o a buscar socorro médico. A tecnologia já existe, basta agora aplicar devidamente o recurso para a sua instalação. A população agradece.