Memorial de Maria Moura

Romance de Rachel de Queiroz publicado em 1992 e adaptado para a televisão em 1994 com Glória Pires no papel titulo.

Maria Moura com 17 anos de idade presenciou uma série de acontecimentos dramáticos: encontrou a mãe morta, foi violada pelo padrasto e viu as suas terras cobiçadas por primos sem escrúpulos. Enfrenta sózinha a ganância dos primos Irineu, Tonho e sua mulher Firma, já que a prima Marialva está mais interessada em fugir com um artista de circo de olhos verdes iguais aos dela.

Cercada pelos parentes, que pretendiam seqüestrá-la e tomar suas posses, a moça incendeia sua casa no sítio Limoeiro e foge com um bando de homens, que se assemelham a cangaceiros.

A partir daí, ela se embrenha no mato, organiza roubo, constitui morada, planta, manda assassinar o padrasto que a assediava desde os tempos que a mãe dela era viva A seguir, trama a morte do assassino que ela mesma seduziu para matar o padrasto.

Após a fuga, Maria e seu bando vagam pelo sertão, sem tomar banho e comendo o que aparecesse. Tudo com muito respeito e dignidade: Maria é a “chefe” do bando e a maior parte dos jagunços são jovens, sem ambição e querendo “aventura”, como ela mesma sugere enquanto ia se enchendo do ouro que roubava, numa espécie de farra inconseqüente. Arranchados com escravos fugidos, Maria se estabelece por algum tempo junto à Lagoa do Socorro. Tudo que ela e seu bando roubam, levam para lá. Ao bando se junta o ex- padre José Maria, que recebe o nome de Beato Romão para fugir da culpa de um crime que cometeu em sua última paróquia: matou o marido de sua amante.

Maria Moura cria gado e faz todo o possível para se tornar uma fazendeira rica, poderosa e temida.

Logo, Duarte, primo bastardo de Maria, junta-se ao bando com sua mãe, a ex-escrava Rubina. Maria começa a fabricar pólvora com a ajuda de Duarte, que logo se torna seu amante. Chega então Cirino, cujo pai paga para que ele se esconda nas terras de Maria, a fim de fugir da perseguição por causa de um crime. Cirino é louro e conquistador. “Rouba” Maria de Duarte e depois a trai por ambição, ao que Maria vai responder mandando Valentim esfaqueá-lo no coração. Maria Moura não mata, manda matar.

No último assalto, a autora deixa em suspenso e o leitor não saberá o que aconteceu com Maria, seu bando e o Beato Romano, na sua mais arriscada investida. A descrição leva à crença de um suicídio coletivo