Melhores e piores estradas brasileiras

O Brasil é marcado por uma desigualdade social gritante e o mesmo ocorre com as nossas estradas, que possuem uma disparidade notável. Enquanto algumas estradas apresenta um asfalto exemplar, outras são alvos de piadas, como há pedaços de asfalto naquela terra, quando se refere ao estado de algumas das estradas daqui. O país apresenta rodovias com a mesma qualidade de países de primeiro mundo em algumas regiões, mas peca em outras que já se tornaram antiquadas e estão em um estado tão precário, que há trechos que alguns automóveis não conseguem trafegar.

O resultado é preocupante em algumas rodovias cujo estado precário aumenta o risco de acidentes, sobretudo a noite, nos feriados e período de férias. O cuidado, nesses locais deve ser redobrado nessas ocasiões, pois o volume de automóveis que trafegam cresce sensivelmente. Os principais problemas são o asfalto de má qualidade, sinalização precária, curvas que acabam sendo perigosas por conta do planejamento, além de muitos trechos com pista única com mão dupla, as quais aumentam a incidência de acidentes.

O que diz a CNT

Confederação Nacional do Transporte (CNT)

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) fez um estudo que mostrou que 69% da malha viária do país está em condições péssimas ou regulares e mesmo assim representa uma melhora em relação aos últimos cinco anos. Os dados são desanimadores, pois afirmam ainda que será necessário o investimento mínimo de R$ 32 bilhões para colocar tudo nos eixos. A situação ainda é pior já que atrasa o progresso do país, pois as ferrovias já estão quase em desuso e a maioria do transporte de cargas e produtos ainda é feita de caminhão.

As melhores rodovias

Rodovia dos Bandeirantes

Oito das dez melhores estradas do país estão no estado de São Paulo. A SP – 380 (Bandeirantes, com 178 km de extensão) está no topo do ranking. A rodovia que liga a capital até a região de Cordeirópolis, cidade próxima a Limeira, é reconhecida por conta do trajeto moderno e seguro, além da capacidade de escoamento e o asfalto visivelmente novo e em perfeito estado de conservação. Sua modernidade tem um preço, que é pago pelo pedágio cobrado desde 1998, pela administradora AutoBAn, empresa privada pertencente ao grupo CCR.

Em segundo lugar está a SP-160 (Imigrantes) que liga São Paulo a São Vicente. Em terceiro lugar está a  SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – São Paulo-Taubaté; seguida da SP-310 (Washington Luís) – Limeira-São José do Rio Preto; a quinta é a rodovia SP-340 (Adhemar de Barros/Dep. Mário Beni/Boanerges N. Lima/Pref. José André de Lima), que liga Campinas a Mococa; a sexta é a SP-280 (Castello Branco) – São Paulo-Espírito Santo do Turvo; a sétima é a BR-290 (Freeway) – Osório-Porto Alegre-Eldorado do Sul; a oitava é a SP-330 (Anhanguera) – São Paulo – divisa SP/MG, a nona é a SP-225 (Com. João R. de Barros/Eng.º Paulo N. Romano) – Bauru-Itirapina e a décima é a BR-040 (Washington Luís), que liga o estado do Rio de Janeiro a Juiz de Fora.

As piores estradas asfaltadas

estrada ruimUma das regiões que possui os priores trajetos é surpreendentemente, um dos maiores polos turísticos do nordeste. No estado da Bahia estão seis das dez piores estradas do Brasil e cortam quase todo o território baiano. A pior do ranking é a estrada que liga os municípios de Itumbiara e Rio Verde, no sul de Goiás. É um trecho administrado por recursos federais e possui uma extensão total de 196 quilômetros. Os buracos e ondulações são tão constantes, que o caminho é percorrido em quase seis horas, quando não deveria passar de três. Para piorar, a estrada não passa por cidades, não há postos de abastecimentos e ainda há o risco de assaltos. Sorte dos motoristas que é possível desviar por Maurilândia e Santa Helena de Goiás, que não possui acostamento, mas apresenta condições de rodagens melhores.

Em segundo lugar está a PI-140: Floriano, que faz divisa entre Piauí e Bahia; em terceiro está a a BR-116: Pacajus-divisa entre Ceará e Pernambuco; A quarta é a BR-235: Trevo de Pau-a-Pique-Remanso- divisa Bahia e Piauí; em quinto lugar está a BA-052: Xique-Xique-Trevo de Tapiramutá; Já a sexta é a BR-17, que liga Presidente Figueiredo a Caracaraí; A sétima é a BR-349: Sta. Maria da Vitória-Bom Jesus da Lapa na Bahia; a oitava é a BR-030/BA-262: Caetité-Brumado-Vitória da Conquista; a nona é a BR-230: Carolina-Balsas no Maranhão e a décima é a BR-265, no Trevo da BR-383-Lavras-S. Sebastião da Vitória.

Busque caminhos alternativos as rodovias listadas, mas se não for possível, o ideal é manter sempre atento aos buracos e se preciso pare e descanse para não tomar a estrada cansado. Evite sempre bebida alcoólica e dirija com cautela.