Mais água, por favor

O brasileiro sempre cresceu ouvindo aquela história nas escolas e em casa: nosso país têm tanta água que abasteceria o mundo todo; nunca vai acabar; o mundo está de olho na nossa água; etc… Mas a estiagem severa que aconteceu neste ano nunca mais vai sair de nossas mentes. Nosso país tropical com grande índice pluviométrico (ou seja, um regime de chuvas reconhecidamente fortes e bem distribuídas, salvo algumas regiões) viu suas plantas secarem dia após dia, além de acompanhar o nível dos reservatórios descendo cada vez mais.

Sistema-Cantareira-em-São-Paulo.Em São Paulo, em um dos reservatórios que baixou, uma antiga igreja que ficava numa área inundada ficou quase que totalmente visível, tamanha foi a redução. Antes ela ficava totalmente encoberta pela água, e com segurança suficiente para a navegação de embarcações que passassem por cima dela. E sabendo que igrejas normalmente são bastante altas, temos a noção de como a quantidade de água disponível foi reduzida.

O próprio “velho Chico” sofreu com a estiagem. Praticamente rio-símbolo do país, sua vazão caiu de aproximados 2.500m3/s para pouco mais de 1.000m3/s. Pontes que antes eram quase tocadas em sua base pelas águas do São Francisco agora têm suas bases expostas, bem com as pedras no leito. Centenas de nascentes pelo Brasil afora secaram completamente, fazendo com que rios menores e riachos ficassem em terra pura e ressecada.

Os reflexos na agricultura e na pecuária foram inevitáveis: plantações inteiras se perderam e muitas cabeças de gado vieram a óbito, tanto pela fome (afinal, a pastagem secou) quanto pela sede. Quem conseguiu manter a produção se viu obrigado a usar recursos como caminhões-pipa e a perfuração de poços artesianos, elevando os gastos com a produção e, muitas vezes, elevando o preço dos produtos para compensar.

Nas cidades, as torneiras secaram. Muitas entraram em esquemas de racionamento ou rodízio de fornecimento por bairros. Em outras, a água era tão pouca que não havia pressão suficiente para chegar aos bairros mais altos (em alguns casos, mesmo os bairros mais baixos sofreram com a falta de pressão). Escolas cancelaram as aulas devido à falta d’água e hospitais precisaram ser abastecidos em regime de urgência por caminhões-pipa.

Enfim, o que não faltou no país durante este período conturbado foi caos e preocupação. Nunca o brasileiro se interessou tanto por notícias meteorológicas e sites de previsões.

Como resolver isso?

Previna-filtrando-bem-a-água-que-entra-em-sua-casa.Ótima pergunta para se fazer para um lugar em que sempre contou com esse recurso natural, e não tem ideia do que é ficar sem ele. Para o baixo volume de água que ainda temos, é necessário que o cuidado seja ainda maior, já que essa camada das grandes represas não costume de serem utilizadas. Para a água que chega em sua torneira, trate de filtrá-la bem já que todo o cuidado é pouco com a qualidade “misteriosa dessa água”. Uma dica é contar com um bom filtro de água que tenha um bom cartucho de polipropileno em seu sistema, até para cuidar melhor da conservação de seu produto.

Assim como na política, a água também não é um assunto que nos acostumamos a debater em qualquer roda de bate papo, e o erro é justamente não valorizar a gravidade do problema que estamos enfrentando. Ao invés de nossos líderes elaborarem estratégias singulares, que possam ajudar em relação a situação em que nos encontramos, o ideal é juntar a turma toda (políticos, importantes ambientalistas, profissionais especializados no seguimento pluvial, além de certas populações, como o povo habitante da nossa maior reserva natural do país – Floresta da Amazônia), e encontrar maneiras de enfim tratar o caso da melhor maneira possível. Até porque, esse problema não é só de um ou de outro, e os resultados da falta de planejamento e estrutura tendem a prejudicar a todos nós.

Independente de tudo, é muito importante que todos nós possamos nos sensibilizar com a causa, porque o que antes parecia não ter fim, agora é tratado como ouro.