Lobo-Guará – O Maior Canídeo Da América Do Sul

O lobo-guará é considerado o maior canídeo da América do Sul, ou seja, é um animal que pertence à família do cachorro, do coiote, do chacal e da raposa. E para quem não sabe, esse nome “Guará” se origina do tupi-guarani, que significa “vermelho”. Trata-se de um animal de hábitos solitários, por isso jamais vive em alcatéia, assim como outras espécies de lobos.

Lobo-Guará

Lobo-Guará

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

O lobo-guará possui uma pelagem grossa e longa, com coloração vermelho-ferrugem por todo o corpo, exceto na ponta da cauda, no pescoço e nas patas, que são de cor preta. A sua altura pode chegar a 90 cm; e da ponta do focinho até a ponta do rabo ele mede aproximadamente 1,45 m, podendo pesar até 25 kg. A expectativa de vida de um lobo-guará gira em torno de 16 anos. A gestação da fêmea dura em média 68 dias, resultando no nascimento de até 6 filhotes, que nascem pretos, com a ponta da cauda branca, e pesando entre 340 a 410 gramas.

Por ter as pernas compridas e finas, o lobo-guará parece mais uma raposa do que um lobo; e justamente essas pernas compridas, mas ágeis, possibilitam que ele possa subir bem em morros e montanhas, e também possa saltar longe, no momento da caça, para apanhar a sua presa.

O lobo-guará como de tudo: alimenta-se de aves, pequenos mamíferos, roedores, répteis, raízes e frutas ( fruta-do-lobo principalmente ); sendo que essa espécie prefere a noite para caçar o seu alimento.

HABITAT

O lobo-guará pode ser encontrado em alguns paises da América do Sul: Paraguai, Bolívia, Peru, Norte da Argentina e principalmente o Brasil, que abriga o maior número desses animais. Aqui no Brasil o lobo-guará pode ser encontrado no cerrado, no Pantanal, nos Campos do Sul, na Mata Atlântica e em parte da caatinga.

RISCOS DE EXTINÇÃO

Infelizmente o lobo-guará também encontra-se em risco de extinção, e as principais ameaças à espécie são: a caça predatória, a destruição de seu habitat ( especialmente para a exploração da agricultura), as doenças transmitidas por cães domésticos, e atropelamentos em estradas.

Porém, nem tudo está perdido. Já existem algumas boas iniciativas que objetivam salvar a espécie da extinção, como alguns projetos de conservação ambiental – que são também financiados por organizações não governamentais – e que beneficiam diretamente o lobo-guará. Além do mais, desenvolvem-se hoje estudos ecológicos e de variabilidade genética desta espécie nativa, em diversas instituições de pesquisas brasileiras; e todo esse esforço conjunto já traz alguns resultados animadores. O lobo-guará e a Natureza agradecem!