Num mundo assolado pela crise financeira, ninguém, em sã consciência, pensaria em desperdiçar uma fortuna em ouro ou prata todos os anos. Mas é justamente isso o que fazemos quando jogamos no lixo o aparelho eletrônico que não nos serve mais.

Lixo Eletrônico

Lixo Eletrônico

Desde que nos enveredamos na era dos avanços tecnológicos, cada vez mais buscamos ter a posse dos equipamentos de última geração, sem nos darmos conta de que essa atitude consumista, nos últimos anos, tem produzido quantidades cada vez maiores de lixo eletrônico, numa escala sem precedentes, o que resulta em crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública.

É por isso que precisamos nos conscientizar da nossa responsabilidade com o meio ambiente e com a sociedade como um todo, buscando sempre maneiras consistentes de dar uma destinação adequada para o lixo eletrônico que produzimos. Segundo fontes, cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano no mundo; e o Brasil se destaca nessa triste estatística como o campeão em lixo eletrônico no ocidente.

UMA MINA DE OURO ENCONTRADA NO E-LIXO

Infelizmente no Brasil o descarte correto de lixo eletrônico, o chamado e-lixo, ainda é um problema; entretanto deveríamos encará-lo como recurso, e é isso o que ele é, uma vez que pode propiciar uma excelente fonte de renda para qualquer pessoa. Á guisa de exemplo, diversos metais preciosos estão contidos nos produtos eletrônicos que descartamos anualmente. Ouro, prata, cobre, alumínio e até platina são alguns dos metais preciosos que podem ser encontrados no e-lixo. E para se ter uma idéia do que isso representa, segundo fontes, o lixo eletrônico mundial contém “depósitos de metais preciosos de 40 a 50 vezes mais ricos do que os contidos no próprio subsolo. Só para a produção de computadores, tablets e celulares, cerca de 320 toneladas de ouro e 7 mil de prata são utilizadas anualmente em todo o mundo, e quando esses aparelhos são descartados, menos de 15% do ouro e da prata são recuperados.

OS DESAFIOS NO RECOLHIMENTO DOS METAIS PRECIOSOS

É claro que se exige tecnologia de ponta para se separar tais metais valiosos dos outros componentes empregados na fabricação dos aparelhos eletrônicos. De fato, reciclar lixo eletrônico ainda é um grande desafio em todo o mundo, pois, segundo especialistas, quanto mais sofisticada é a formulação de um aparelho, mais difícil é a sua reciclagem. E não bastando isso, sabemos que a maioria das pessoas não sabe como descartar os aparelhos obsoletos que acabam sendo jogados em lixo comum, o que causa um prejuízo irreparável para o meio ambiente, uma vez que esses aparelhos também possuem componentes tóxicos e perigosos que podem contaminar a água e o solo. É evidente que cabe respectivamente ao poder público e aos fabricantes realizar campanhas de orientação e fiscalização e desenvolver sistema de coleta e reciclagem.

A boa noticia é que, apesar desse e outros desafios, por se tratar de uma excelente oportunidade de negócio, já existem empresas que estão se especializando no recolhimento dos produtos eletrônicos e na reciclagem dos seus componentes, onde os metais nobres, como ouro e prata, também são separados e reaproveitados. São iniciativas ainda tímidas, é verdade, mas que estão mostrando que é possível reciclar o lixo eletrônico e fazer dele uma excelente fonte de renda. E a Natureza agradece!