Kit Gás, A Vilania Relativa

Kit gás

“Kit gás”

Não há nada mais polêmico do que falar de GNV. Afinal, a coqueluche da década passada, viveu um apogeu, principalmente, alimentando o motor dos taxistas, devido ao baixo custo do abastecimento. Passou a vilão, desde que muitos problemas passaram a ser indicados justamente pela sua presença. Além disso, carros de passeio também adotaram seu uso mas não só pela economia nas bombas, afinal, com sua presença é possível ter 70% de desconto no IPVA. Entretanto, hoje, é de profundo conhecimento de todos, tudo que de bom e de ruim que instalação de um kit gás pode trazer ao proprietário de automóvel. Logo, sua vilania é baseada no trato pelo manutentor.

Falta de manutenção, início do problema

Muitos e desinformados motoristas acham que o Kit gás é autônomo e simples como pôr gasolina ou álcool em um posto qualquer. O sistema que hoje até já sai de fábrica facilitando a vida dos proprietários, na maioria dos casos é um corpo estranho à concepção do projeto da fábrica. O que ocorre então é uma adpatação, nem sempre bem feita, no sistema de admissão do carro. Além disso, é importante observar as limitações do gás que, apesar de não-poluente, tende a tirar desempenho dos motores, além de provocar ressecamento das partes internas do motor.

Entretanto, alguns mitos são desvendados. Ao contrário do que se pensava, o risco de explosão é muito pequeno, porém, a instalação deve respeitar as normas de segurança previstas pelo Inmetro. Além disso, algumas mudanças comportamentais devem acontecer, como o uso de gasolina na partida do motor pelo menos até ele esquentar; por vezes, é importante observar os sensores instalados junto com o Kit, são emuladores que suprem a falta de peças orginais do sistema de injeção. Boas atitudes são importantes: ao fazer uma troca de óleo, por exemplo, use óleo para carros movidos a gás.

Essa manutenção específica já afasta alguns motoristas profissionais do kit gás. Em São Paulo, por exemplo, não há mais interesse do taxista em ter o carro convertido. No Rio, ainda tem essa premissa. Ja sem a força de antes, principalmente com os carros mais novos. É fato também que o peso do cilíndro desgasta os pneus se não houver uma preocupação extra com a suspensão trazeira. Dessa forma, os taxistas que já sofrem com os pneus no Rio de Janeiro, por conta das ruas, ainda tem essa preocupação a mais.

Avalie a necessidade do uso do gás

O uso do Kit gás é bom quando se trata de enconomia funcional de combustível e de impostos. Mas seu investimento é alto e precisa ser bem avaliado. Assim, se o uso é apenas para passeio, verifique se há, realmente, a necessidade, pois, mesmo não sendo um vilão absoluto, o custo de manutenção é alto e caso não haja qualquer proteção, o mecanismo é sim desgastado. Caso opte pelo gás, tenha sempre a noção que seu carro, não foi concebido para andar com esse combustível, dessa forma, a adaptação e manutenção deve ser continua e preventiva.