Jogos Online: Um Bem ou um Mal para os Adolescentes

Games: mocinhos ou bandidos? Ouvi-se falar em jogos eletrônicos para computadores, videogames ou até nas modernas lan houses; mas existe uma polêmica: os jogos eletrônicos fazem ou não mal a crianças e adolescentes?

Desde 1980, pelo menos duas gerações cresceram sob a influência dos games. E, até hoje, especialistas se dividem sobre se essa influência vem para bem ou para mal. Exemplos sobre as possíveis más conseqüências dos games volta e meia aparecem na mídia. Nos EUA, o game 9-11Survivor, que faz uma simulação da tragédia de 11 de setembro de 2001, quando dois aviões se chocaram com as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque; investigações também dizem que os terroristas foram treinados nesse videogame que funcionou como simulador para o atentado.

Existe uma lei dos Direitos da Criança e do Adolescente, que proíbe “a freqüência e manuseio nas lojas comerciais e shopping centers, por crianças e adolescentes, de programas informatizados, de quaisquer espécies de jogos, que induzam e estimulem a violência”. Na prática, a lei atinge diretamente as lan houses e casas de fliperama.

No entanto muitos especialistas acreditam que os jogos eletrônicos motivam o aprendizado, sendo, portanto, educativos. Mas estudos mostram que há, sim, uma influência de programas de TV e de jogos de computador sobre a conduta de crianças e adolescentes. O que acontece que ainda não conseguiram apontar com clareza à extensão desses efeitos ou como eles interagem com outros fatores, tão ou mais importantes, como a educação familiar, a relação com os pais, irmãos e amigos, do que o número de horas gastas em frente ao computador ou à televisão, etc.

Os jornais costumam apenas divulgar a parte mais visível da história e que lhes de um maior retorno financeiro, pois quem não se interessaria por uma reportagem em que adolescentes viciados em jogos eletrônicos agridem pessoas ou cometam qualquer outra irregularidade atribuída aos jogos.  E não detalham o comportamento dos mesmos com familiares e colegas, professores enfim no meio social de forma geral. E os milhares de outros adolescentes que costumam jogar o mesmo game, mas que, nem por isso, agridem desconhecidos. Como quase sempre, o sensacionalismo da IBOPE; da mesma forma, considerar que um jogo, por si só, pode trazer ganhos educacionais ou até mesmo cognitivos para uma criança é valorizar demais o papel da tecnologia. O que se sabe, porém, é que os efeitos educativos desses jogos dependem da intervenção do adulto em relação a criança ou o adolescente. Nenhum jogo, pelo menos até onde se sabe no momento, é capaz de educar sozinho uma criança, em qualquer área que seja. Por isso, nem mocinhos, nem bandidos!