Já são 19 anos sem Ayrton Senna da Silva!

19 anos sem Ayrton Senna

19 anos sem Ayrton Senna

Desde o dia 1º de maio de 1994, a Fórmula 1 não é mais a mesma! Perdeu brilho, garra, perdeu genialidade. Ao se chocar com o muro da curva Tamburello, a categoria mais importante do esporte à motor perdeu não só um grande piloto. Perdeu a referência, o mito! Ayrton Senna morreu e junto morreu boa parte da história, morreu a esperança de um ícone do Brasil em um esporte de elite.

No Brasil a consternação deu o exato tom de frustração e incredulidade junto a uma cena inimaginável. Senna morto era a queda de um gigante invencível, um mito irretocável. O homem que acertava um carro como ninguém, que sabia o que cada pecinha poderia fazer de diferença no seu desempenho, foi vencido por um erro estrutural, dentro de seu habitat natural, o cockpit de um Fórmula 1.

O legado de Senna!

Em 2014 serão vinte anos sem o tricampeão, mas também serão vinte anos sem acidentes fatais na categoria! Após a morte de Senna, muitas novidades foram implementadas para que a Fórmula 1 fosse mais segura. Houve a troca de pneus slick por pneus frisados, já retirados novamente da categoria. Além disso, o pitlane passou a ter limite de velocidade, entre outras muitas mudanças, como a entrada de proteção para a cabeça do piloto, até então inexistente na categoria máxima do automobilismo mundial. A fórmula 1 perdia um mito para ganhar em segurança.

Senna é mais do que uma lenda do esporte, é um marco na segurança dos esportes à motor! A categoria está com muitas dificuldades agora para captar novos talentos e, certamente, há problemas sérios de iniciação já que a hoje quem manda são os patrocínios. Foi-se o tempo em que pilotar de fato, controlar um carro em aquaplanagem, fazia diferença.

Brasileiros à deriva!

Não é só a falta de um ídolo que faz o Brasil amargar insucessos na categoria. A base do esporte no país é falha ao extremo e tudo passa pelos erros na preparação dos pilotos internamente. As categorias mais básicas estão sumindo e há uma chance de vermos, em pouco tempo, uma Fórmula 1 sem brasileiros, um automobilismo sem o brilho de outros tempos.