Investimento em Profissões Mais Perigosas: EPIs Buscam Aceitação Entre Empresas e Funcionários

Já não é de hoje que os riscos do trabalho profissional podem gerar – e têm gerado – grandes consequências para os trabalhadores que não realizam suas atividades em condições exigidas e apropriadas de serviço. Mas um fato importante, é que o investimento na estruturação e compra de EPIs tem crescido por parte das empresas nesses últimos, e ainda assim, o Brasil tem estado entre as nações que lideram o número de acidentes de trabalho.

Verdade seja dita que a responsabilidade é dividida, e os empresários também têm sua parcela de culpa registrada nessa situação. Mas o ponto a ser discutido não é de quem é essa responsabilidade ou quem precisa pagar esse pato, e sim de que maneira efetiva conseguiremos resolver o problema grave com os acidentes em atividades profissionais.

tratar-a-inutilizacao-dos-episÉ preciso alcançar à classe dos ‘trabalhadores esquecidos’ através da utilização dos EPIs

Um dos maiores problemas quando pensamos na questão desses acidentes, é que nem sempre tratamos o profissional de risco como uma realidade mais comum do que parece. Ao lembrar da inutilização de EPIs, a primeira imagem que nos vem é daquele obreiro civil que não está de capacete, e em alguns casos, lembramos também dos médicos e enfermeiros que dia e noite correm risco de contaminação com os seus pacientes enfermos.

E novamente, a questão não tem a ver com esses trabalhadores já receberem seus EPIs ou não, mas à verdadeira classe de trabalhadores esquecidos, ou que não são alcançados por campanhas de conscientização e sindicatos, pode ser representado pelos profissionais rurais.

Por exemplo:

Uma situação (fictícia) muito fácil para ser citada, é pensar no crescimento de uma fazenda que seja produtora de algum alimento comum. Nos primeiros meses, a plantação trabalhará com uma área que seja de um tratamento alcançável dos alimentos e suas possíveis pragas. Com o aumento do lucro e comércio do produto, naturalmente o território será aumentado e a demanda por novos produtos também. Além da sobrecarga para a equipe de trabalho, é preciso destacar que a área de tratamento e cultivo será maior e, consequentemente, o risco para infecção de pragas também.

Em grande parte dos casos, esses trabalhadores não são preparados e equipados para atender a esta nova condição de trabalho e se submete as consequências de trabalhar despreparado. O resultado, você imaginar como termina…

utilizacao-dos-episA utilização dos EPIs precisa ser motivada

Muitas vezes, a empresa não cuida de cumprir com todas as obrigações sobre os EPIs e sua manutenção. Também muitas vezes, os trabalhadores têm acesso ao suporte necessário e deixam de usa-los por N motivos diferentes.

Como fazer para estimular a utilização dos EPIs por ambas as partes?

Ainda que os empregadores tenham aumentado seu investimento em novos materiais, máquinas e os próprios EPIs, é preciso investir, principalmente, no treinamento e instrução desses equipamentos. A ideia não é somente ensinar seus funcionários a utilizarem os EPIs –porque acredite, isso é mais comum do que parece –, mas principalmente conscientizar através de treinamentos e palestras práticas os riscos de realizar qualquer atividade sem estar devidamente equipado.

A empresa precisa ter ciência que o sofrimento de algum acidente com o seu empregado, significa dor de cabeça também para o seu lado, não só em suporte de tratamentos, mas principalmente com a lei que estará pronta para punir os responsáveis pelos profissionais. É preciso entender da gravidade das consequências.

O empregado, precisa compreender que se ele “não tem medo” dos riscos sofridos, o não cumprimento das normas acarretará em punições dentro da sua empresa, inclusive em seus vencimentos, podendo até gerar uma demissão por justa causa. São muitos os casos de aposentadoria por invalidez, e isso pode atrapalhar todo um futuro de um trabalhador que ainda tem sonhos a cumprir.