Inmetro monitora acidentes de consumo

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) é um instituto federal responsável por controlar e padronizar a produção e comercialização de produtos no país. Foi criado com o objetivo de assegurar a segurança e a integridade física do consumidor, bem como proteger os direitos dos fabricantes e comerciantes, procurando manter a livre concorrência de maneira justa.

Certificação

Para garantir que os produtos comercializados não oferecem nenhum tipo de risco à população em geral, alguns produtos considerados de uso mais delicado, como brinquedos e eletrodomésticos, por exemplo, estão sujeitos à certificação compulsória, isto é, só podem ser vendidos com o selo de aprovação do Inmetro. Esse selo é obtido após uma série de testes em amostras que comprovam que o produto está dentro das especificações apontadas nas portarias. Esses produtos devem ser registrados junto ao Inmetro, e uma das maneiras de isso ser feito ocorre por meio do sistema Orquestra Inmetro.

Monitoramento

Em 2013, o Inmetro criou o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo, o Sinmac, responsável por coletar dados da população brasileira sobre acidentes envolvendo o consumo de produtos. Esse tipo de acidente é definido como um evento em que um produto ou serviço prestado provoca danos à saúde ou à segurança do consumidor, mesmo diante de sua utilização correta, conforme instruções de uso.

A função desses levantamentos é implementar ou rever os programas de certificação para produtos em vigência. Essas atualizações ocorrem de acordo com as demandas da sociedade e visam sempre à proteção da vida e da saúde de maneira geral. Assim, acidentes do tipo devem, sempre que possível, ser reportados para estimular a tomada de medidas por autoridades competentes.

Inmetro monitora acidentes de consumo

Dados de 2016

Os relatos de acidentes apurados pelo Inmetro em 2016 foram originados, em sua maioria, na região sudeste, com 56% dos casos, seguida pelas regiões sul (16%), nordeste (15%), centro-oeste (8%) e norte (3%). A maioria dos relatos é obtida pelo próprio site do instituto ou pela ouvidoria.

As faixas etárias mais envolvidas em acidentes do gênero foram as faixas entre 31 e 40 anos (17,4%) e entre 0 e 3 anos (11,2%). Isso explica porque tantos dos produtos certificados compulsoriamente são aqueles destinados a crianças pequenas. A maior parte dos acidentes relatados consistiram em cortes (16%), seguidos de queimaduras (13%), luxações/contusões (5%), escoriações/arranhões (4%) e alergias (3%). As partes do corpo mais afetadas foram os dedos das mãos (12%) e mãos (8%). 49% dos relatos não tiveram lesão.

As famílias de produtos mais relatadas em acidentes foram os eletrodomésticos (19%), produtos infantis (17%), utensílios domésticos (12%), serviços (6,6%) e veículos (5,8%). Os produtos campeões de acidentes foram fogões (10%), brinquedos (5,4%), produtos para transporte infantil (5%), eletrodomésticos portáteis de cozinha (4,5%) e panelas (4,1%).

Apenas 21% dos acidentes relatados necessitaram de atendimento médico e 14% causaram afastamento de trabalho, o que indica que a maior parte dos casos apurados são de baixa gravidade.