Indústria de bebidas e logística

Se tem um setor da indústria que não para de crescer é o de bebidas. De água mineral até cervejas e bebidas destiladas, as vendas continuam em alta mesmo quando o momento econômico do país não está favorável para os outros setores. A “culpa” disso não é nem dos preços (que têm registrado uma certa alta), mas sim da cultura: o brasileiro tem o hábito de beber e, apesar de não figurarem entre os maiores consumidores de bebidas alcoólicas do mundo, bebem “feito gente grande”. Em média, cada brasileiro com esse hábito de consumo ingere 15 litros de álcool puro por ano (sem contar os demais ingredientes da bebida).

Por isso, a indústria de bebidas é frenética, tanto na produção quanto na distribuição de seus produtos. Afinal, dar conta de uma demanda como essa requer agilidade! Além de agilidade, requer muita atenção, principalmente na estocagem e na distribuição, momentos em que as chances de danos aos produtos (sim, as garrafas quebradas) é maior. E você sabe: quanto mais garrafas quebradas, menos garrafas vendidas (óbvio) e menos dinheiro entrando.

Olha o passo aí!

Processo-final-de-fabricação-de-bebidas.Uma fábrica de bebidas – de cerveja, por exemplo – é muito interessante. É até bonita! O processo de fabricação da bebida em si não fica exposto aos olhos por motivos de higiene (e às vezes, devido a algum “segredinho” na receita), mas o envase do líquido é altamente contemplativo. As garrafas seguem em fila por esteiras e passam por procedimentos de limpeza e esterilização, saindo reluzentes dessa etapa. Logo depois, vem o envase, na qual cada uma recebe a quantidade correta de cerveja em seu interior, sendo lacradas com a tampa metálica logo em seguida. Dali saem para as máquinas que as organizarão nos engradados que todos conhecemos tão bem. Bom, dali serão enviadas para os armazéns, de onde partirão em caminhões até os centros de distribuição, atacadistas e varejistas.

Estes engradados são transportados “soltos” uns dos outros nos caminhões, para facilitar a entrega mas, nos armazéns e centros de distribuição, são manejados sobre paletes. Com isso, ganha-se muito tempo, já que um único palete que suporta 1 tonelada consegue carregar quase 40 engradados de cada vez (um engradado com 24 garrafas pesa mais ou menos 26 quilos). E esse palete é sustentado e movimentado por um único guindaste elétrico (aqueles “caminhõezinhos” típicos de áreas de estocagem). Imagine se esse serviço tivesse que ser feito por pessoas? Além da demora e do número aumentado de funcionários necessários, o risco de um acidente seria muito grande.

Por falar em paletes, como se trata de garrafas de vidro, a possibilidade de alguma se quebrar de vez em quando é real e precisa ser levada em consideração. Um palete de madeira se encharca rapidamente quando acontece um acidente deste tipo – e madeira encharcada (ainda mais de cerveja) deteriora depressa, além de se tornar abrigo de fungos e exalar mau cheiro com o passar do tempo. Não vai ter outro jeito: terá que ser jogado fora. Por isso o ideal é que essas peças sejam plásticas; assim, caso haja algum vazamento de líquido sobre ele, “lavou, tá novo”.

Estoques em dia?

É-importante-que-os-estoques-e-centros-de-distribuição-tenham-organização-e-suporte-para-funcionar-corretamente.Como já dissemos, o consumo de bebidas alcoólicas no país não é de apresentar queda, por isso os estoques devem estar sempre com um número suficiente de engradados para atender à demanda dos atacadistas e varejistas. Como se costuma dizer: “num bar pode faltar água pra lavar os copos, mas não pode faltar cerveja de jeito nenhum!”.

Por isso, constantemente as cervejarias atualizam suas pesquisas sobre o consumo em cada região; assim, pode-se detectar a necessidade de aumentar ou manter o nível de produção atual, garantindo uma pequena margem de produção a mais por precaução. Com base nesses dados, o sistema de logística também pode ser alterado: enviar mais unidades para uma região e menos para outra, e assim por diante.

Quando nos sentamos em um bar e pedimos uma cerveja bem geladinha, nem nos damos conta do quão trabalhoso foi fazê-la chegar até ali, não é?