Gravidez Indesejada: O Papel da Família e da Escola

Engravidar já é difícil para um adulto, imagina quando se trata de uma criança ou uma adolescente? Estudos apontam para a diminuição da taxa de natalidade em muitas capitais do mundo, mas o problema ainda assusta em diversas áreas do Brasil, principalmente nas mais carentes de informação.

Adolescentes entre 12 e 18, moradoras de áreas rurais ou de difícil acesso no interior do Estado do Rio de Janeiro, não possuem qualquer orientação dos pais ou de qualquer pessoa próxima no que tange ao sexo seguro e às complicações que dele podem surgir. Para os pais, é difícil abordar o tema, enquanto para os filhos é bastante vexatório, o que não deveria ser. Conversar e alertar para fatos do cotidiano deveria ser comum para todos os indivíduos, pois, assim, evitar-se-ia problemas futuros de todas as espécies.

Gravidez na adolescênciaA escola também desempenha um papel fundamental na disseminação da informação e, mais ainda, na formação de opinião. Assim sendo, se a escola tivesse mais liberdade e pudesse falar mais abertamente sobre educação sexual, alguns problemas sérios poderiam ser evitados como a gravidez indesejada e doenças venéreas, essas últimas sendo ainda mais ignoradas por muitos adolescentes.

O Ministério da Educação não inclui na grade curricular a Educação Sexual e, por esse motivo, instituições de ensino vão engatinhando à procura da melhor solução para auxiliar seus alunos nessa difícil tarefa de aconselhamento, a qual deveria ser dos pais, mas acaba nas mãos do diretor ou de um professor. Desta forma, o melhor a se fazer é continuar a conversar, totalmente em off, com os alunos, não somente as meninas, mas também os rapazes, alertando-os para essa problemática.