Futebol na Europa e na América Latina – Nada é Igual

Futebol na Europa e na América Latina

Futebol na Europa e na América Latina

O campeonato mais importante da Europa é a Champions League, não há dúvidas quanto a isso. O da América do Sul é a Taça Libertadores. Um representa o que é o primeiro mundo: estádios com toda infraestrutura, excelentes gramados, organização impecável, grandes jogadores e, principalmente, bons jogos e o fato de os duelos serem decididos apenas na bola. Não há arbitragens amadoras nem interferências extra-campo.

Já a competição latina é uma constatação de tudo que não deve acontecer numa partida de futebol. Estádios acanhados e sem a menor estrutura, jogadores que precisam ser protegidos por túneis infláveis para não serem atingidos por pedras ao entrarem em campo, policiais com escudos para proteger os adversários no momento de um escanteio, altitude, gramados altos e descuidados, árbitros totalmente tendenciosos, falta de critérios e uma entidade sem a menor credibilidade no comando do torneio.

Todas essas dificuldades refletem não só na Libertadores, como também nos campeonatos nacionais. O Brasileirão e o Campeonato Argentino têm histórico de vários problemas dentro e fora do campo. Máfia do apito, manipulação de resultados, favorecimentos, dentre outros, sem contar a estrutura incipiente dos estádios.

Um fato é que os clubes europeus não dão a mínima para o torneio latino-americano, muitos desprezam até mesmo o Mundial Interclubes, como foi o caso do Chelsea que desdenhou do torneio realizado no Japão e do Corinthians, clube paulista, até então desconhecido no futebol internacional, e que por fim levou o título mundial em cima dos ingleses.

A conclusão é que estamos cada vez mais distante do futebol do primeiro mundo e, diga-se de passagem, em todos os aspectos, não apenas no campo futebolístico, mais principalmente no que diz respeito à civilidade. Um exemplo foi a final de 2012 da competição mais tradicional da América do Sul, na famosa Bombonera. Torcedores adversários são tratados como lixo, não que muitos não mereçam, mas é preciso um mínimo de dignidade. Na Libertadores 2013 não precisou-se ir até a final para constatar a falta de organização e estrutura do torneio. A morte do garoto boliviano torcedor do San José, que foi atingido por um rojão disparado por um torcedor corinthiano, foi uma fatalidade lamentável, que poderia ser evitada.