Fofinhos!?

Obesidade Infantil

Obesidade Infantil

A princípio, parecia sinal de saúde e de boa alimentação, não se questionava a qualidade nem a quantidade. Entretanto, vem se tornando em um mal crescente e já é visto na atualidade como um sério problema de saúde pública. Estamos falando da obesidade infantil, sem desconsiderá-la na fase adulta. Ela vem nascendo de um círculo vicioso, onde as pessoas estão desequilibrando a relação “demanda x oferta” do seu próprio organismo, acumulando mais gorduras do que as gastando em atividades físicas, ou seja, a ingestão de alimentos é superior ao gasto energético.

Esta situação tem se estabelecido praticamente em todo o mundo, onde podemos verificar, citando alguns exemplos, nos Estados Unidos mais da metade de sua população hoje está acima do peso, e no Brasil estamos com cerca de dez por cento de nossa população já obesa, e muitos outros a caminho. Quando observamos nossas crianças meio rechonchudas, ainda na tenra idade, devemos nos preocupar e buscar orientação médica especializada, para um exame mais detalhado e para a indicação de um tratamento compatível com a necessidade.

Nem sempre uma criança acima do peso significa problema de saúde, mas a análise clínica é de fundamental importância para eliminar uma possibilidade de se tornar no futuro em causa de diabetes, de doenças cardiovasculares, ou ainda apneia do sono, entre outras possibilidades sérias como, por exemplo, a obesidade mórbida. Quanto a esta última, podemos dizer tratar-se da condição que mais nos preocupa em todos os sentidos. A pessoa acometida deste tipo de obesidade torna-se praticamente em um objeto de estudos, de atenção redobrada, de chacotas, de experiências médicas, além de tornar-se portadora da segunda maior causa de mortes evitáveis no mundo, a qual perde apenas para os acidentes automobilísticos. Eu já vi várias reportagens, em que algumas das vítimas desta doença precisavam ser retiradas de seus lares por militares do Corpo de Bombeiros, que alargavam as paredes de sua casa para levá-las ao hospital, em uma verdadeira manobra de guerra. Alguns pesavam mais de trezentos quilos.

Nos Estados Unidos morrem aproximadamente cerca de trezentas mil pessoas por ano, em decorrência da obesidade e algo em torno de cinqüenta por cento de todo o mundo industrializado sofre com esta doença. No Brasil temos mais de quatro milhões de obesos mórbidos. Diante deste quadro nada animador, é preciso uma mobilização efetiva dos órgãos de governo, na área da saúde pública, promovendo a educação alimentar de nossas crianças, agregada ao estímulo aos exercícios físicos, de modo a se buscar o equilíbrio na relação “ingestão alimentar x demanda de consumo de energia”, para que tenhamos uma nova e saudável geração. E isto deve fazer parte da grade curricular das escolas. Gordura nem sempre é sinal de saúde.