Fisioterapia para Amputados – Conheça o Novo Conceito Conceito da Fisioterapia

Derivada do Latim, a palavra amputação significa: ambi – ao redor de/em volta e putatio – podar/retirar. A definição do termo amputação é a retirada de um segmento corporal geralmente cirurgicamente. Conheça mais sobre o novo conceito dos tratamentos e terapias da  fisioterapia.

Em outrora, os pacientes eleitos para uma amputação tinham na cabeça uma imagem distorcida do que seria uma amputação! Essa distorção estava carregada implicitamente a uma analogia de incapacidade e dependência física. Na realidade o paciente que se submete a uma amputação deve sair do hospital com a ideia de recomeço, novas perspectivas, sem doenças ou deformidades incapacitantes. O paciente deve ter a ideia de uma qualidade de vida melhor sem o sofrimento e sem a dor que estavam presentes.As etiologias (causas) das amputações são: vasculares, neuropáticas, traumáticas, tumorais, infecções, congênitas e iatrogênicas.

Fisioterapia para Amputados

Fisioterapia para Amputados

Quando o paciente amputado procura um Fisioterapeuta para trata-lo, o mesmo deve realizar uma avaliação minucioso para mensurar as capacidades e incapacidades funcionais para a realização de atividades simples e as complexas. Quanto mais rápida essa avaliação, mais rápido será iniciado o processo de reabilitação.

A avaliação do paciente amputado começa desde a chegada ao consultório do fisioterapeuta. É importante observar o modo como o paciente chega: sozinho, acompanhado de um familiar, sentado cadeira de rodas, caminhando com ajuda de dispositivos de marcha ou até mesmo realizando marcha uni podal.

O nome, idade, sexo, peso do paciente, altura, atividade profissional, local de moradia (descrição do ambiente), grau de instrução entre outros são fundamentais pois são dados que norteiam o fisioterapeuta na escolha de sua conduta. Deve ser feito também o exame físico geral que avaliam as condições músculo esqueléticas e cardiorrespiratórias do paciente. Os membros superiores devem ser avaliados também pois eles serão utilizados em certas transferências e dependendo do caso na utilização de meios auxiliares de locomoção.

Em doenças vasculares, o membro não amputado deve também passar por avaliação e orientação, visto que nesses casos a chance do paciente vir a desenvolver uma complicação nesse membro é alta.

O coto de amputação deve ser avaliado com mais cuidado, pois será ele que fará o papel de encaixe do cartucho e a suspensão da prótese. É importante ter em mãos exames complementares e a radiografia do membro amputado. A classificação do coto se deve ao nível de amputação e para cada nível é preciso verificar a descarga de peso, locais de cicatrização e possíveis deformidades. O fisioterapeuta deve observar as condições da pele, se há ou não a presença de edema (inchaço), verificar condições da cicatrização, o coxim terminal do coto, presença de volume muscular no coto, tônus, trofismo e a força muscular do coto, verificar locais de descarga de peso, deformidades locais, sensação e dor de membro fantasma e se há ou não a presença de espículas ósseas.

Um paciente amputado necessariamente não significa um paciente protetizado. Os candidatos à utilização de prótese chegarão ao final do tratamento quando estiverem utilizando as mesmas. Para que alcancemos esses objetivos, devemos conseguir um bom fortalecimento muscular, impedir e eliminar as contraturas, impedir deformidades secundárias, diminuir e eliminar a dor do paciente, modelar e maturar o coto, colocar a prótese com alinhamento perfeito para o paciente, treinar marcha e corrigir possíveis vícios dessa marcha que o paciente possa apresentar.

A reabilitação de pacientes com esse tipo de deficiência ainda é pouco conhecida pela população. A maioria dos profissionais que atendem essa especialidade encontram-se em grandes centros de reabilitação. É uma área gratificante onde cada passo é um salto na evolução clinica do paciente.

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