Exposição de miniaturas de carros: uma vitória da industrialização

Graças ao melhor acesso a prateleiras de vidro e de variações de vitrine de vidro Modulado, vários tipos de colecionadores, sejam de action figures, histórias em quadrinhos, miniaturas diversas têm encontrado e se dedicado a adquirir esse tipo de móvel para valorizar suas coleções e até mesmo leva-los para exposições e feiras.  As miniaturas de carros são uma dessas pequenas paixões que atraem milhares de fãs no Brasil e no mundo afora. Vejamos brevemente um pouco da história desse tipo de produto.

Não se tem data precisa de quando esse hobby começou, porém, as pesquisas apontam para o intervalo entre XIX e XX período em que os automóveis começaram a ser efetivamente presentes no cotidiano. As miniaturas também herdaram os a afeição que a elite da sociedade europeia, nutria pelas máquinas reais. Assim é razoável deduzir que os nobres europeus foram os antecessores dos automodelistas atuais, só que de maneira pouco hierarquizada e sistematizada confeccionados artesanalmente e sem preocupações técnicas de qualquer tipo.

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Elite modelar

O provável pai do automodelismo, sugerem que Sr. Charles Dowst, que em 1883 criou uma simples linha de produção de miniaturas de carros, empregando uma máquina denominada Line-o-Type. Outra explicação para automodelismo, é que as miniaturas teriam sido produzidas como ferramenta didática para profissionais como militares e construtores de ferrovias, que as utilizaram como peças para maquetes.

No decorrer do tempo colecionadores pioneiros – ainda membros da elite – passaram a auferir estas peças construídas originalmente para maquetes, pois, elas eram mais sofisticadas e tinham certa padronização de tamanho tendo surgido assim a escala mais clássica do autmodelismo, à 1:43.

No século XX durante a década de 10 aparecem os fabricantes industriais iniciais de miniaturas, sendo que a Bing o primeiro fabricante responsável o clássico e valioso modelo Renault. A sua corrente a Guntermann, se destaca ao confeccionar a miniatura do carro vencedor do rally Paris-Berlim.

Estas miniaturas, quase artesanais, eram confeccionadas em folhas de estanho e pintadas manualmente, como quase todas deste alvorecer do automodelismo, o que demandava um alto custo, que mantinha o hobby como sendo elitista. Além disso, ainda os automodelo desta época ainda não tinha um padrão em relação ao tamanho.

Nos anos 1920, com o desenvolvimento da era industrial, tornou-se inviável o modo de criação artesanal, pois, ele inviabilizava as vendas dos automodelos, devido a seu alto custo.

Industria miniaturizante

O imperativo de produzir mais rápido e a baixos custos levou, a elaboração de uma linha de produção de automodelos em larga escala. Isto constituiu mudanças nos próprios modelos, tais como: limitação e padronização da dimensão dos modelos através da aplicação de uma escala fixa, o que promoveu a organização das coleções, diminuindo a falta de padronização de tamanho, abaixando o tempo de confecção e preço e aproveitamento de melhor tecnologia, adquirida com os avanços da metalurgia após a Primeira Grande Guerra. Assim o elitismo foi sendo lentamente corroído pela melhora dos padrões e métodos industriais aplicados à produção. Como a industrialização sempre faz.

Isso não se restringiu as primeiras décadas do século XX, sendo que avanços como o Zamac, na década de 30, um composto metálico de formulação variada, sendo uma liga metálica que pode conter zinco, estanho, cobre, alumínio e constitui-se na segunda grande mudança no automodelismo. A melhora dessa liga leva a uma expansão ainda maior do automodelismo, esse lucrativo hobby, pouco explorado pelos produtores de vidro e vitrines.