Está Provado: O Cérebro Realmente Aprende Enquanto Dormimos

O Cérebro Realmente Aprende Enquanto Dormimos

O Cérebro Realmente Aprende Enquanto Dormimos

Não é novidade para ninguém que o cérebro humano – cujo aspecto se assemelha ao miolo de uma noz – é o órgão mais complexo do corpo humano, e que realiza coisas incríveis. Por exemplo, o cérebro controla a temperatura do nosso corpo, além da freqüência cardíaca e a respiração, aceita e processa de forma simultânea milhares de informações provenientes dos nossos vários sentidos, como audição, visão e olfato – isso apenas para citar algumas façanhas realizadas por esse que é, como dito, o órgão mais complexo do corpo humano.

E por falar em informações processadas pelo cérebro, um dos mistérios que sempre intrigou estudiosos de todo o mundo e que ainda povoa a nossa imaginação, só há pouco tempo foi desvendado através da pesquisa realizada pela neurobiológica israelense Anat Arzi, ao longo de 3 anos, e publicada por pesquisadores do Instituto Weizmann, de Israel. Esse pesquisa mostrou que o cérebro tem mesmo a capacidade de aprender durante o sono. É claro que pesquisadores já sabiam que um bebê consegue aprender enquanto dorme, mas essa é a primeira vez que uma pesquisa de peso comprova que os adultos também têm essa mesma capacidade.

ASSOCIAÇÃO DE SONS E ODORES

Bem, o objetivo da pesquisa era examinar a correlação entre olfato e audição e a memória armazenada no cérebro. Para tanto, cerca de 55 pessoas foram propositalmente expostas a seqüências de sons e cheiros enquanto dormiam; mas essas seqüências tinham um intervalo de tempo de 2 segundos e meio entre a exposição a um odor agradável e desagradável. Além do mais, cada odor era acompanhado de um som especifico, ou seja: montou-se uma seqüência com um som para cheiros agradáveis e outro para cheiros desagradáveis.

O resultado foi que, após certo tempo, quando os voluntários acordavam e escutavam um som associado a algum odor agradável, a respiração deles se tornava mais longa e profunda, ou mais curta e superficial, quando eram expostos a um som associado a um cheiro desagradável. Isso é o que os cientistas costumam chamar de “aprendizagem associativa”.

Portanto, desse experimento, conclui-se que o nosso cérebro não é apenas capaz de reforçar memórias durante o sono, mas também é capaz de captar informações novas enquanto dormimos.