Escolhendo um contraceptivo

Mulher sofre – e o Mercado sabe disso. É muita opção pra gente escolher uma só, meu Deus! Você entra em uma boutique e tem dezenas, centenas de opções de camisetas, vestidos, saias, shorts… e não pode levar todas aquelas que gostou senão sua carteira começa a chorar. Vai a um supermercado na época da TPM e não consegue se decidir entre as infinitas opções de chocolate e outras gordices dessas que salvam a gente nessa época do mês. Se for escolher uma bolsa, então, xiiiii! Não vai conseguir e vai acabar levando mais de uma sem precisar.

Aí você resolve usar um contraceptivo porque arrumou um namorado… e qual usar? Na farmácia tem mais de 20 tipos de pílulas e pelo menos uns dez contraceptivos injetáveis. Isso porque ainda existem aqueles anéis vaginais e também os implantes subcutâneos (que ficam debaixo da pele), tipo o Implanon. As amigas dão umas dicas, dizem quais elas usam hoje, quais deram errado com elas por causa de efeitos colaterais… e cada uma fala uma coisa. E você fica perdidinha! E agora? Qual eu uso?

As outras são as outras

escolha-do-contraceptivo-importante-implanonNa verdade, cada mulher tem uma experiência diferente com os mesmos contraceptivos porque cada organismo reage de um jeito a eles. Algumas marcas usam os mesmos princípios ativos nas mesmas quantidades, mas é mais comum encontrarmos quantidades diferentes ou combinações diferentes (os famosos contraceptivos combinados, que usam mais de um princípio na mesma dose). Essas diferenças provocam reações diferentes em cada mulher. Por exemplo, eu uso um contraceptivo combinado e me dou super bem com ele; já você pode quase morrer de tanto enjoo e ganho de peso com o mesmíssimo remédio. Por que isso?

Várias coisas: pode ser pela diferença nas nossas idades, ou por algum problema de saúde que você tenha e eu não (ou o inverso), algum medicamento que você esteja tomando no momento… ou simplesmente seu corpo não se adaptou àqueles princípios ativos – ou às dosagens deles. Por isso é que você tem amigas que falam maravilhas sobre um remédio e outras que falam horrores sobre o mesmo remédio: umas se adaptaram a eles e outras não. E isso não significa que haja algo errado com elas; apenas… que não se adaptaram. Normal.

Mas então como escolher?

indicacao-medica-fundamental-consumir-medicamentoMedicação não é coisa pra ser indicado por pessoas leigas porque, mesmo tendo dosagens super baixas, eles influenciam em nosso organismo e podem tanto tratar uma doença quanto causar outra. Por isso é que deve-se sem, sempre, SEMPRE procurar um médico e deixar que ele defina o que você deve usar. Por que?

Porque ele fará um levantamento de seu histórico de saúde, alergias que você talvez tenha, histórico familiar de alguma doença que possa surgir e/ou se agravar com algum medicamento aparentemente inofensivo… Com toda essa informação em mãos, ele vai saber o que cada remédio vai fazer em seu organismo com uma precisão muito grande e vai poder indicar o melhor medicamento. “Às vezes falha, não é?”. Sim, pode haver uma falha e vocês descobrirem que aquele remédio te dá alergias terríveis – aí o médico vai mandar você parar com ele e tomar um outro. Esse período é completamente normal e é chamado de “ajuste”, ou seja, ele vai acompanhar você e ver se aquele remédio está funcionando direitinho sem causar problemas. Pode ser necessário ajustar a dosagem ou a quantidade de doses – e eventualmente mudar de medicação, como já vimos. Mas isso é absolutamente normal.

E é bem provável que, quando você comentar sobre o Implanon que você está usando, elas critiquem com comentários tipo “nossa, a cunhada da prima da minha vizinha quase morreu quando usou esse!”. Mas fique tranquila: você é outra pessoa – e se está dando certo com você, aproveite a onda – e namore bastante! ;)