Escola com Necessidades Especiais

Estive na escola GHRAU grupo de reabilitação e habilitação unificado, – Home page: WWW.grhau.com.br e-mail: grhau@grupo.com.br.Essa escola atende pessoas portadoras de paralisia cerebral desde bebe até a idade adulta. Tem mais ou menos vinte e dois alunos. Os alunos apresentam disfunções neuro-motora (ex.: Paralisia Cerebral). Nos vários momentos da rotina, usam diferentes adaptações, recursos para os alunos, visando maior independência.Na locomoção, alguns alunos utilizam andador. Na aula, utilizam plano inclinado (fundo preto para dar o contraste com o material que esta sendo apresentado ao aluno e para auxiliá-lo, facilitar no momento de ver o que está sendo mostrado pelo educador.

A escola é dividida em quatro grupos:

a) grupo de mães = crianças de 1 a 3 anos, acontece duas vezes por semana, com duração de 1hora e 30 minutos. Nesse grupo a família participa diretamente do processo de escolarização, ou seja, os pais, cuidadores são orientados pela educadora em como manusear, interagir, brincar com seus filhos. Possibilitando novas descobertas e habilidades básicas para o ingresso na vida escolar. Esse grupo é a passagem, preparação da criança para a vida escolar (escola regular ou especial).

b) grupo infantil I = crianças de 3 a 6 anos, duração de 5 horas. Proporcionar e oferecer recursos para os alunos desenvolverem suas próprias capacidades de ação e interação, comunicação e inclusão social. Utilizando também o método integral para facilitar a estruturação da linguagem.

c)grupo infantil II = crianças de 7 a 10 anos, além de proporcionar e oferecer os recursos do infantil I, no grupo infantil I, no grupo infantil II  alguns alunos iniciam o processo de alfabetização, para isso fazem uso do método integral para facilitar e estruturação da linguagem e a construção da escrita.

d)grupo juvenil = crianças de 11 a 14 anos, proporcionar a autonomia diante das situações do dia a dia. Enfatizar a comunicação e o processo de alfabetização, para alguns alunos. Utilizando diferentes recursos e o método integral.

Apesar de cada grupo ter seus objetivos, realizamos um trabalho muito individual, pois cada aluno possui o seu tempo, esperam necessidade, recursos no processo e aprendizagem.Elas não têm salas temáticas. Fazem inclusão, tentam. Alguns alunos e família já foram orientados a freqüentarem uma escola regular, porém percebemos que as escolas não estão preparadas, profissionais sem preparos, falta de recursos  na escola e adaptações pra os alunos especiais. Devido a esse “despreparo” alguns alunos retornam a escola especial.

Elas fornecem assistência intelectual e cognitiva tem um pequeno laboratório de informática, utilizam CDs e DVDs com jogos pedagógicos. Usam adaptações e softwares para facilitar o manuseio com o teclado expandido, teclado com colméia  mouse acionador, e mine mouse,  acesso a internet.  Essa escola recebe ajuda de algumas empresas que não supre o orçamento da escola, e os pais que complementam as despesas.

Os alunos alfabetizados e adultos têm atividades chamadas de oficinas, que são atividades como musica, dança artes plásticas, alguns usam prancha de comunicação e tem programas com som (1) e pré-editor de textos(2) para facilitar a digitação e comunicação.Pesquisei também alunos com deficiência auditiva e vou transcrever o relato de uma professora.Vou colocar um pequeno relato de uma professora que teve a experiência de dar pela primeira vez aula a um deficiente auditivo.Alfabetização! deparei-me com vários questionamentos: O que fazer? Como fazer? Que metodologia usar? Como fazer o diálogo dele com as outras crianças? Como fazê-lo associar a imagem com a palavra? E tantos outros… Nas primeiras semanas trabalhei a interação das crianças (quase todas na faixa dos seis anos) com o jovem Gleisson. Foi muito interessante descobrir, como nós os ditos adultos, somos preconceituosos, para as crianças tínhamos mais um amigo, que era diferente, mas ao mesmo tempo tão feliz.Ele se integrava a classe de uma maneira surpreendente. As crianças mostravam a escrita delas e ele percebeu a diferença… passou a ficar triste e arredio… O que fazer? Como fazer?

Recorri a uma amiga fonoaudióloga e pedi ajuda. Ela fez vários testes com o Gleisson e vimos que seu grau de surdez realmente era muito alto. Neste dia o computador dela estava ligado na sala de espera e ele estava aguardando com a mãe enquanto conversávamos e ele louco pra mexer nele (relato da mãe depois). Eu ao sair para a sala onde ele se encontrava, me puxou pelas mãos e me levou até o computador e me questionou, apontando para a máquina. O que dizer? Como dizer? Pedi licença para a secretaria e mostrei que ao apertar as teclas eu tinha respostas (como se ele pudesse compreender), ficou fascinado. Decidi neste momento utilizar o computador como mais um recurso para a minha empreitada – alfabetizar o Gleisson. Na escola fazia as mesmas atividades que as outras crianças, e em outro período íamos para o computador, mexíamos aleatoriamente, sem compromisso. Tive acesso a um software X, que trazia a figura e associava a palavra, pouca evolução foi sentida nesta fase. A linguagem materna (de sua casa) bem pequena e com muitas adivinhações também não sofrera grandes alterações. Pensei em desistir… Mas persistência é um dos meus pontos mais alto… Percebi que tudo que se relacionava a água despertava sua atenção. Passamos a buscar na internet tudo que se relacionava a água: oceano, mar, lago, rio, chuva.

A associação iniciou em chuva, imagem-palavra- som. Na sala de aula continuava tentando acompanhar as crianças em seus afazeres cotidianos – visto que independente da idade (muito acima dos colegas) aliado ao fato de nunca ter freqüentado uma escola – esta fornecia – lhe imenso prazer ao descobrir o mundo. Muitos meses se passaram até que em determinado dia começou a chover, e para meu espanto o Gleisson se aproximou do quadro e escreveu: “chuva – não água – chuva”, fiquei muito emocionada e a partir daí conseguimos imensos progressos. Havíamos encontrado o fio da meada. A ligação havia se desvendado. Foram tentativas de acertos e erros. O software usado inicialmente não permitia nenhum tipo de interação, as imagens e palavras não tinham significados e significantes, longe de possibilitar qualquer letramento, mas permitiram o inicio. Hoje sabemos que um software educacional para pessoas surdas perpassa pela interface que permita ao usuário, oportunidades de desenvolver suas capacidades.O sucesso de um software interativo está na interação do mesmo com o usuário e as possibilidades de uma comunicação mais intuitiva entre homem e sistema.Para que a inclusão digital aconteça efetivamente é necessário que as tecnologias sejam acessíveis a diferentes grupos de usuários e possam ser utilizadas em diferentes contextos. Para isso, conhecer os fundamentos de acessibilidade é essencial para que a interação humana – computador aconteça de forma eficaz e eficiente. não há barreiras em qualquer tipo de comunicação interpessoal, escrita e virtual; os softwares devem possuir funcionalidades que possibilitem, por exemplo, a comunicação e o acesso a informação através de da interação com o mundo, havendo assim uma eterna troca de saberes entre um e outro.Pesquisei também os deficientes visuais, e vou descrever o que achei de mais interessante.O que muda na vida de um deficiente visual com a tecnologia de computação.

A modificação das relações entre deficiente visual e a cultura pode ser definida com uma única frase: “um cego agora pode escrever e ser lido e ler o que os outros escreveram”.   Explicando melhor:a) a leitura e escrita das pessoas cegas, tradicionalmente, se faz através do método Braille.   Entretanto, raríssimas pessoas que enxergam conseguem ler ou escrever Braille (muito menos com fluência).  Isso isolava as pessoas cegas num gueto cultural: um cego só escrevia para outro cego ler.b) ao precisar ler um texto com escrita convencional, era necessário alguém que traduzisse para Braille ou lesse o texto, provavelmente gravando em fita cassete.c) embora uma pessoa cega pudesse escrever à máquina, o resultado quase sempre era ruim, pois era muito difícil corrigir ou escrever um texto, parar e depois voltar a escrever.A tecnologia de computação tornou possível o rompimento dessas barreiras e muitas mais.• Com o uso de “scanners”, o cego pode ler escrita convencional (datilografada) diretamente.   • Através da Internet, qualquer documento de qualquer parte do mundo pode ser transmitido com um mínimo de esforço e custo muito baixo, e traduzido para “qualquer” língua.  Desta forma, um texto do New York Times pode ser lido por um cego em português no mesmo momento em que o jornal sai nos Estados Unidos, em inglês, usando a tecnologia de tradução da web (ainda incipiente, mas com rápido aperfeiçoamento).  • Instrumentos eletrônicos podem ser conectados ao computador, e um cego consegue fazer arranjos orquestrais e imprimir partituras.  Existem hoje inúmeros cegos investindo pesado nesta área.• Um cego pode desenhar, usando o computador.• Um texto grande em Braille demorava horas para ser criado manualmente.

Hoje demora minutos com o uso de impressoras Braille.Em síntese, o acesso à cultura atinge níveis espantosamente melhores do que há poucos anos atrás. O cego e a Internet. Talvez o subprojeto do DOSVOX que teve mais impacto foi o de acesso a Internet.  Como é de amplo conhecimento, a Internet se torna cada vez mais um veículo de comunicações que transcende o aspecto de pura informação, e se expande para diversão e comércio.  Comprar pizza e ler piadas é possível pela Internet, bem como obter o horóscopo diário.  A tendência, na verdade, segundo muitos gurus de tecnologia, é que em pouquíssimo tempo, computador, aparelho de som e TV vão ser uma coisa única.

Dados do projeto Intervox dão o número de usuários cegos no Brasil, em Outubro de 1998 como mais de 500. As maiores aplicações da Internet, que são hoje o correio eletrônico e o acesso à World Wide Web (homepages), encontram nos cegos usuários com alto interesse.  Esses usuários fazem acesso especialmente ao correio eletrônico, jornal diário, diversos livros, cotação de algumas lojas de eletrodomésticos, artigos variados retirados da revista Veja, Isto É e outras, levantamentos bibliográficos e busca de produtos relativos à deficiência visual.Para a pessoa cega, a comunicação pela Internet é especialmente importante por duas razões: a eliminação da necessidade da locomoção, que é normalmente um entrave para o cego, e o fato de que do outro lado da Internet, ninguém precisa realmente saber se o parceiro é ou não cego.  Assim, pelo menos numa comunicação inicial, a pessoa cega é vista como uma pessoa não deficiente pelo parceiro.

O impacto do computador no ensino de deficientes visuaisa) no nível de ensino superior ou pós-graduaçãoO número de estudantes de nível superior que são deficientes visuais graves é extremamente reduzido.  Por exemplo, na UFRJ existem apenas 5 alunos cegos.  Isso se deve a dois fatores: uma pessoa cega dificilmente consegue passar no vestibular, e uma vez passando, não encontra na universidade a infra-estrutura necessária para seu desenvolvimento. A dificuldade é ainda maior à medida que o grau de especialização aumenta. Faltam a eles literatura especializada, equipamentos e monitoria especial. Essa situação veio a ser melhorada com a disponibilidade do computador, em especial do sistema DOSVOX.Para o aluno deficiente visual na universidade, o computador é absolutamente necessário: o aluno pode fazer trabalhos e provas com o auxílio do computador; participar de trabalhos em grupo se torna possível; a consulta a material bibliográfico é feito com scanner (para material impresso) e também via Internet.  Atualmente a questão do vestibular também se torna menos complexa:  algumas universidades já estão permitindo a execução das provas, especialmente as de múltipla escolha e as discursivas de matérias em que a solução pode ser expressa em texto corrido (português, história, etc.).

Bibliografia: http://www.abed.org.br/congresso2007/tc/4172007123659PM.pdf(1) Eugénio, o génio das palavrasO Eugénio é um agente de software que funciona no ambiente Microsoft Windows para sugerir palavras que completem o texto que está a ser editado. …http://www.l2f.inesc-id.pt/~lco/eugenio/ (6k)(2) Leitor de Textos « Kit para Necessidades Especiais 2008Para abrir o programa: executar o ficheiro LecturaDeTextos.exe que está na pasta Programas/Habilitação/Leitura de Textos deste cd-rom. …http://kit2008.wordpress.com/2008/01/28/leitor-de-textos/ (12k)Páginas semelhantes.