Educação e Sociedade

A educação encontra vários problemas e dificuldades: prédios mal conservados falta de professores, poucos recursos didáticos, baixos salários, greves, violência dentro das escolas, entre outros. Este quadro é resultado do baixo índice de investimentos públicos neste setor. O resultado é a deficiente formação dos alunos brasileiros. Esses são alguns dos problemas que “interferem no bom desenvolvimento da educação em nosso país.Entre os países de terceiro mundo, há os chamados “países em desenvolvimento” por causa do progresso de suas economias. O Brasil é um dos que, apesar disso, ainda conta com graves problemas em sua estrutura social, como educação, saúde e moradia.

A má remuneração concedida aos professores, o que, por sua vez, é conseqüência da injusta política salarial, acaba gerando a falta de professores e, mais ainda, a evasão escolar, um dos piores (senão o pior) prejuízo social para uma nação. Por isso, conclui-se que o Brasil, apesar de ser um país “em desenvolvimento”, ainda apresenta graves falhas nos setores de educação.  São conhecidos os diversos problemas econômicos e sócio-culturais por que passa o Brasil atualmente, os quais, se analisados com profundidade, possuem a mesma raiz: a pouca importância dada à educação.

Condições de trabalho nas quais sobrevivem os professores, o que também influi muito na qualidade do ensino brasileiro. Essa influência negativa se impõe principalmente às crianças e jovens mais pobres. Estes, muitas vezes, são obrigados pelas circunstâncias a optar entre trabalhar para conseguir sustentar a si próprios e à sua família, e estudar numa escola pública com péssimas condições, e optam por trabalhar.

Pesquisas mostram que populações de baixa escolaridade sofrem mais com o subemprego, a submoradia, a subnutrição, além do que, devido à marginalização que a sociedade lhes impõe, acabam, muitas vezes, entrando para o mundo do crime. Alguém já disse: “Educai uma criança, que não será preciso punir um homem”.

Por tudo isso, conclui-se que o descaso para com a educação no Brasil gera todos os outros males de que se é vítima diariamente. Portanto, ao garantir oportunidade de ensino básico qualificado a todos os cidadãos, terá sido dado um decisivo passo. Conforme o recenseamento de 1991, o Brasil possui 20% de sua população maior de 14 anos analfabeta, além de ter outra significativa parcela considerada semi-alfabetizada porque sabe apenas assinar seu nome ou escrever um bilhete. Essa alarmante situação traz conseqüências que se refletem diretamente na economia e na estrutura social do país. O analfabetismo – ou o semi-analfabetismo – da massa trabalhadora brasileira forma um círculo vicioso com o nível de emprego e sua remuneração. O trabalhador que tem pouca instrução é relegado a um subemprego, que não lhe garante razoáveis condições de subsistência, mas ao qual terá que dedicar à maior parte de seu tempo útil para ganhar um pouco mais de dinheiro. Assim, deixa em segundo plano um horário para freqüentar a escola, o que faz com que não consiga ampliar seu nível de instrução e, conseqüentemente, permaneça na condição de subempregado, aumentam as dívidas, o desemprego e a miséria. Dessa forma, incorre-se, novamente, no círculo vicioso que beneficia a elite exploradora e aproveitadora da ignorância e da alienação provocada pela falta de instrução da maioria.

Falta de oportunidades de trabalho digno, ausência de planejamento familiar e disparidades no sistema educacional do Brasil são grandes obstáculos no desenvolvimento da cidadania. “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, enfim o cidadão, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda e qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” Portanto, quando perguntamos sobre as possibilidades da existência de cidadania não nos referimos ao que consta formalmente na Lei como tal, mas sim sobre a sua existência de fato pensando o conjunto da população.

Os principais problemas sociais que interferem diretamente no bom desenvolvimento da educação em nosso país. Vários são os problemas que interferem dos quais passo a enumerá-los alguns deles abaixo:

  • Falta de preparo dos professores e outros profissionais da educação.
  • Falta de apoio aos professores. Acredito que os profissionais de ensino não recebem ou recebem muito pouco apoio de todas as esferas que envolvem a educação, iniciando pela hierarquia mais imediata, os diretores, e as demais como conselhos, secretárias municipais, estaduais e federais, pois elas sempre atuam de maneira e abordagem vertical, e de políticas centralizadores que não se preocupam com o cotidiano os professores e alunos, que são os atores principais.
  • Falta de perspectiva de futuro para os alunos e suas famílias. É um circulo vicioso, falta de educação, miséria, baixíssima auto-estima, etc…

Esses problemas são conjunturais e advêm de problemas sociais mais sérios e profundos como:

  • Uma classe dominante mesquinha e imediatista.
  • Uma classe média anestesiada.
  • Uma classe pobre que não tem perspectiva nenhuma e sem noção de contexto.

Nessa primeira classe eu incluo os políticos e empresários.

Vejo, a tentativa de inserção do Brasil como nação de 1º. mundo, mas como deuses de pés de barro, é uma aspiração inoqua, pois os próprios números dizem por si com relação à quantidade de analfabetos, a evasão escolar e nível de conteúdo dos cursos.

Nossa apatia política e má-formação de nossa cidadania estão relacionadas à qualidade de nossa educação.. Certamente. Nesta sexta-feira passada assisti um programa chamado Provocações, da TV Cultura, onde o dramaturgo Antonio Abujamra pedia para Pedro Paulo Popovic, sociólogo e secretário nacional de Educação a Distância do MEC no governo Fernando Henrique, olhar para uma determinada câmera e dizer algo, qualquer coisa que ele teve a oportunidade de dizer e não disse ainda. Então o Sr. Popovic inicio sua fala conclamando os jovens a estudarem mais ciências humanas e a participarem mais ativamente da vida política do país pois, apesar da enorme decepção e até repulsa que nossos políticos proporcionam, é preciso e muito importante essa participação. Acredito que o Sr. Popovic tenha feito referencia à Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo,  onde estudou, que esse tipo de instituição de ensino costuma ser celeiro dos pensadores humanistas e inovadores sendo sempre um grande risco para os que detêm o poder sem legitimidade ou democracia.

– A falta de participação de toda a comunidade interna e externa

– A coordenação dos trabalhos para serem realizadas, do coordenador pedagógico da escola atuação consiste, crítica e participativa.

E para que este processo se realize, exige um planejamento seguro de todas as ações, associando-as, incondicionalmente, ao projeto pedagógico, exigindo também o respeito à diversidade cultural. A educação da forma que é gerenciada é a grande responsável diretamente por tais mudanças de atitude em conjunto com as interações globais que são proporcionadas pelos meios de comunicação, fragmentando, os vínculos familiares e dando maior espaço as questões banais associadas ao consumismo.

Como nos alertava o antropólogo Darcy Ribeiro, nós brasileiros vivemos deserdados, numa sociedade que se modernizou e mantém grande parte da população em níveis de pobreza. Porém, diante desta complexa realidade, vou falar de ESPERANÇA, apostando ainda na possibilidade transformadora da educação, buscando frestas, saídas possíveis. Em particular, a escola e os educadores devem apostar na capacidade humana de produção, de criação, de invenção, transformando o espaço escolar em um organismo vivo, permanentemente aberto ao debate e, preocupado com a tessitura da pessoa enquanto sujeito ético e consciente de si e dos outros (Faria e Bahiense, 2002).”

Li este trecho e considero que é a resposta a pergunta..  Mas entendo que o exercício da democracia e a luta permanente dos indivíduos contra uma lógica opressora que gera um individualismo extremo e alheio a política na sociedade não alerta para que a educação não se constitua em um projeto político concreto de Estado, se assim continuarmos estaremos reforçando o atual jogo social, impossibilitando o desenvolvimento de uma sociedade autônoma e mantendo, mais uma vez, muitos setores da população excluídos e marginalizados., visto que os problemas sociais, é e sempre será um grande entrave para qualquer nação em desenvolvimento, há alcançar o status de nação desenvolvida. As medidas, impostas ou sugeridas pela esfera federal e empresarial, são paleativas ou no jargão do povo, é tentar ‘tapar o sol com a peneira’, não adianta diminuirmos os encargos, sermos sede de eventos do primeiro Mundo, se não creditamos um maior valor aos envolvidos na Educação, não de forma banal, onde governantes dizem que o problema da má Educação, é do professor, mas como este pode ser um bom profissional, se o mesmo, tende ‘matar um leão por dia’.

Com isso, não há o que cobrar da população, uma conciencia politica, visto que está se desenvolve a partir do conhecimento adquirido ao longo de uma vivencia, e principalmente na vida acadêmica.

Nos temos uma classe dominante mesquinha e imediatista, incluo os políticos e empresários, uma classe média anestesiada, perdida e iludida neste universo consumista e uma classe pobre que não tem acesso ao mínimo e nem perspectiva de futuro. Temos professores desmotivados e, completamente sem apoio de todos os níveis de hierárquia e esferas governamentais e estas só tem preocupações eleitorais e políticas educacionais verticais desprovidas de contato e da persepção com os principais atores: professores e alunos.

Bibliografia:

http://www.rieoei.org/deloslectores/752Godoy.PDF

http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/865226

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/art15_21.pdf