É a cara do time!

Se tem uma coisa que o ser humano adora é sentir que pertence a um grupo. Pode reparar! Grupos de motociclistas, grupos escolares, grupos empresariais, moradores do mesmo condomínio, grupos esportivos (ou times). É muito bom sentir que pertence a um grupo de pessoas que tem os mesmos interesses que você, conduta semelhante, gostos muito parecidos e metas semelhantes – se não as mesmas.

E há uma tendência natural em querer externar para o resto do mundo a qual grupo você pertence. Como sair por aí falando pra cada pessoa na rua a que grupo você pertence seria um tremendo trabalho (e bastante cansativo, além de um bocado chato), foram criados os uniformes. Nas empresas, os uniformes profissionais padronizados informam em que empresa aquela pessoa trabalha e muitas vezes também indica em qual setor (administrativo, de limpeza, chão de fábrica, etc.). Nos times de futebol, os uniformes trazem o escudo do clube e, no máximo, uma braçadeira para indicar quem ali é o capitão. Já nos de vôlei, o jogador que fica na posição de líbero usa um uniforme de cor diferente, para que seja identificado rapidamente, num relance, pelos companheiros. Nos grupos de motociclistas, apesar da maioria estar sempre com roupas pretas, o brasão que trazem no colete diferencia os participantes de cada um dos grupos presentes no encontro, ou pela estrada. O importante é que cada quadrado esteja diferenciado dos demais, e com cada participante em seu respectivo quadrado.

Clubinho fechado?

Para-todas-as-áreas,-o-ser-humano-tem-o-costume-de-se-padronizar.Essa sensação de pertencimento não é coisa dos dias atuais. O ser humano tem essa necessidade de se identificar com outros seres humanos e, com eles, organizar uma estrutura social. Afinal, é muito mais fácil montar essa estrutura quando os participantes têm mais semelhanças do que diferenças. Foi assim que nasceram as tribos primordiais, desde a época da pedra lascada. Com o tempo, a própria aparência física dos membros de cada grupo começou a ficar semelhante e cada grupo, devido a seus diferentes modos de vida, passou a ficar visualmente diferente. Foi o primeiro uniforme. Se um membro de uma tribo encontrasse o membro de outra sem querer em um lugar qualquer, imediatamente sabia que ele era de outra tribo. A constituição física, o semblante e as vestimentas não combinavam com o padrão de sua própria tribo. Às vezes só causava estranhamento mas, caso já houvessem histórias de rusgas entre os grupos, um encontro assim acabava terminando mau pra um dos lados.

E se por um lado essas diferenças serviam para detectar estranhos nas proximidades, também servia para identificar membros da mesma tribo sem dificuldade. Também não é assim com o futebol? Você identifica uma pessoa que torce para o mesmo time que você de longe, mas identifica um torcedor do time rival de mais longe ainda! Inclusive, muitas brigas de torcida começaram assim: um torcedor do time A passando perto de um grupo de torcedores do time B, que simplesmente resolveram partir pra agressão gratuita contra o pobre torcedor do A só por ele não ser torcedor do B. Mas esse é outro assunto.

Providenciando um uniforme de time

Uniformes-e-todas-suas-complicações-para-a-criação.Fazer um uniforme a princípio parece tarefa fácil, mas no momento em que nos sentamos com o time, novinho em folha, pra discutir o nome e como vai ser o brasão e quais vão ser as cores… pronto… a confusão começa. Cada um gosta mais de uma cor do que aquela sugerida, alguém vai achar o nome do time feio, o outro vai achar que aquela estampa do uniforme vai ficar parecendo de agremiação de escola de samba, e por aí vai.

Como é difícil chegar a um consenso! Por isso é que muitas vezes os times elegem uma comissão para cuidar disso. Com um número reduzido de pessoas, fica mais fácil tratar desse assunto. Cria-se alguns nomes e então se faz uma eleição para que o nome do time seja definido democraticamente. Definido? Hora de bolar alguns brasões, que também serão colocados em votação. Escolhido? Ótimo. Alguém quer sugerir outra cor? Com os programas gráficos de hoje, é fácil mudar a cor de qualquer parte da imagem. Escolhida a versão final do brasão? Excelente! Hora de fazer os uniformes!

A primeira coisa é fazer o orçamento em pelo menos três confecções diferentes, de preferência que trabalhem com uniformes esportivos (que são bem diferentes de uniformes profissionais, do tecido ao corte). Não convém fazê-los em malha de algodão porque vão ser sujos e lavados com muita frequência, e vão se desgastar muito depressa. A malha apropriada resiste bem melhor e dura muito mais tempo. Com os orçamentos e os prazos em mãos, é hora de levar essas informações a todos – principalmente porque nem sempre o orçamento mais barato da confecção que oferece melhor qualidade. Nessa hora, a experiência particular de algum dos membros pode contar bastante na escolha da confecção que produzirá os mantos sagrados do pessoal. Isso é importante! Ora se é!

Tudo pronto? Aposto que ficou bonito! Mas o que estão esperando? Bora jogar, de uniforme e tudo!