Do Batom a Maquiagem Permanente – Você Não Pode Ficar Sem

Assim como os perfumes, o uso de maquiagem é um hábito antigo que se aprimorou com o tempo. Acredita-se que no Antigo Egito os faraós usavam pintura nos olhos para que os seus súditos não olhassem diretamente para eles, num sinal de respeito pela sua aura divina.

Mas no que se refere à moda feminina, ninguém melhor do que a rainha egípcia mais famosa de todos os tempos. Também, pudera: a sua vaidade trouxe ao uso comum o romantismo das rosas, o erotismo do perfume e a beleza produzida pela pintura facial. Ela usaria argila no rosto e um pó chamado Khol nas pálpebras. A pele clara e sem “defeitos” tornou-se uma verdadeira obsessão, e perdurou por muitos anos.

Do Batom a Maquiagem Permanente

Do Batom a Maquiagem Permanente - Você Não Pode Ficar Sem

Mas houve muitas revoluções no mundo da moda, desde então. Do exagero para conseguir um rosto branco – algumas mulheres usavam máscaras de farinha, miolo de pão e leite durante a noite, entre outras coisas – passou-se a praticamente proibir o uso de qualquer pintura.

Na Idade Média, por exemplo, a razão era o decoro. Mais tarde, podia ser até motivo para divórcio. Como não havia namoro, os esposos só ficavam sabendo com quem tinham casado depois – e alguns podiam se decepcionar. No século passado, o uso de maquiagem ficou restrito e complicado durante as duas Grandes Guerras.

Nos anos 60, voltou a ficar popular, e repudiado novamente nos anos 70 com o feminismo. Hoje em dia, há uma escolha bem mais liberal em algumas sociedades sobre o que usar e como usar. No Reino Unido, por exemplo, usar um batom vermelho não é exclusivo de mulheres de vida fácil, como se pensa no Brasil. Mas as britânicas, em compensação, não se sentem tão obrigadas a usarem maquiagem todos os dias, como as brasileiras.

Existem até técnicas de maquiagem permanente no Brasil, como uma pintura nos olhos, que é como uma tatuagem. Ela imita o efeito que os lápis dariam. Há uma verdadeira cultura da beleza no país que não se encontra em todo lugar. Mesmo quem faz ginástica com frequência, se veste bem e usa produtos cosméticos para não ter que se preocupar depois com maquiagem usa, ao menos, um batom aqui, um rímel ali.

É possível encontrar até hippies e roqueiras usando algum tipo de pintura. Embora não seja o que as mulheres “normais” usariam, não deixa de ser uma mostra de vaidade feminina. E também não tem restrição de classe, embora alguns produtos sejam extremamente caros. Quem se preocupa com qualidade e rótulo não abre mão de nomes como Givanchy, Dior, Channel… Embora sejam estilistas, a maioria lança a maquiagem
condizente com a sua coleção, a preços proibitivos.

Que não está mais restrita às mulheres, pelo jeito. Aliás, apesar do tabu que ainda existe em torno do assunto hoje em dia, os homens é que primeiro usaram alguma espécie de pintura no corpo, nos rituais religiosos, por uma questão de hierarquia, ou para comemorar a caça. Numa prova de virilidade, ironicamente…

A mesma razão pela qual eles se negaram a usar maquiagem por tantos anos. Só que o mundo mudou e a mulher na sociedade ocidental tem mais a dizer. Como elas agora têm mais tempo para se cuidar, elas ficam bonitas por muito mais tempo. E quem quer um quarentão que mais parece um ancião quando ainda se tem a aparência jovial de uma trintona? Por isso, eles também têm aderido ao hábito.

Claro que, com a evolução da maquiagem, mais e mais homens começam a se preocupar com a aparência em longo prazo, assim como as mulheres já o fazem há algum tempo. Graças a produtos que disfarçam possíveis imperfeições ou dão uma aparência mais fresca e natural, que ainda hidratam, limpam e protegem a pele dos raios nocivos do sol, o mundo ficou bem mais bonito.