Diagnóstico da Dislexia e Suas Implicações na Sala de Aula

Uma conversa franca com os pais e a observação mais detalhada, por parte do professor, pode ajudar a identificar sintomas que podem estar presentes na dislexia. o diagnóstico é multidisciplinar e deve ser feito por médico neurologista, para descartar problemas no funcionamento cerebral, por psicólogo a fim de eliminar problemas emocionais que interfiram a aprendizagem e por psicopedagogo que avalie as áreas de desenvolvimento e as formas de aprendizagem do aluno.

Cabe salientar que problemas durante o processo de alfabetização, falta de estrutura e estímulo familiar, problemas de relacionamento na escola, outras dificuldades como a síndrome de hiperatividade e déficit de atenção, carência alimentar, problemas de baixa visão e audição, entre outros, podem indicar para sintomas que não são necessariamente indicativos de dislexia.

Os principais sinais de dislexia

1. Atraso no desenvolvimento motor;
2. Atraso na aquisição da fala;
3. Dificuldade em entender o que ouve;
4. Distúrbios de sono;
5. Parece inquieto, agitado e chora muito;
6. Lentidão para fazer os deveres escolares;
7. Interrompe constantemente a conversa dos outros;
8. Só faz leitura silenciosa;
9. Tem mudanças de humor bruscas;
10. Tem letra feia;
11. Tem dificuldades na percepção espacial;
12. Confunde direita e esquerda, em cima e em baixo;
13. Troca palavras;
14. Dificuldade de soletração e leitura;
15. Inventa ou omite palavras durante a leitura e escrita;

16. Manifesta problemas de conduta: timidez, depressão ou é o palhaço da turma;
17. Dificuldades em fazer cópias;
18. Desorganização geral com o material escolar, entrega de trabalhos e perda de objetos;
19. Dificuldade em decorar sequencias como: tabuada, alfabeto, meses do ano:
20. Dificuldades em matemática e desenho geométrico.
21. Processo muito lento na aquisição das habilidades de leitura;
22. Problemas ao ler palavras desconhecidas (novas, não familiares), que devem ser pronunciadas em voz alta;
23. Tropeços ao ler polissílabas ou deficiências para pronunciar a palavra inteira;
24. A leitura em voz alta é contaminada por substituições, omissões e palavras mal pronunciadas;
25. Leitura muito lenta e cansativa;
26. Dificuldades em lembrar nome de pessoas e de lugares;
27. Confusão com nomes que se parecem;
28. Falta de vontade de ler por prazer;
29. Ortografia que permanece problemática e preferência por palavras menos complexas ao escrever;
30. Substituição de palavras que não consegue ler por palavras inventadas;
31. Dificuldade em pronunciar palavras incomuns, estranhas e singulares tais como: nome de pessoas, de ruas, de locais, nomes de pratos de um menu;

Muitos destes aspectos podem estar presentes em outros transtornos que afetam a aprendizagem. Um diagnóstico bem feito, de forma multidisciplinar, pode ser a diferença entre a dificuldade e a incapacidade de acompanhar os conteúdos escolares.