Desordem Distrófica!? Um Mal sem Cura

Arredondando as contas, para melhor entendimento, as mulheres somam mais de cinqüenta por cento da população de nosso país, significando dizer que elas são aproximadamente cem milhões, se considerarmos que somos, atualmente, cento e noventa milhões de habitantes. Seriam, por este motivo, os homens brasileiros mais felizes? Nem tanto.

Cerca de oitenta por cento daquele universo de mulheres brasileiras, ou oitenta milhões delas, sofre de um mal que afeta diretamente o humor dos homens. Estamos falando da Síndrome da Tensão Pré-menstrual, ou a comumente conhecida como TPM, em um ciclo que antecede a menstruação propriamente dita, onde as abençoadas sofrem de vários sintomas, alguns deles bem desagradáveis. Quem é que não conhece quando uma mulher está “naqueles dias?”. Algumas se tornam extremamente irritantes, ranzinzas, altamente irritáveis e, enfim, insuportáveis. Os homens percebem, com muito mais facilidade estes sintomas nas mulheres, e sofrem as consequências.

Para se ter uma idéia da dimensão do problema, a TPM apresenta em torno de cento e cinqüenta sintomas diferentes, e está longe de ser um mero capricho das mulheres, como se poderia pensar antigamente, tratando-se de um fenômeno feminino, que demanda ainda muitos estudos para seu completo conhecimento.

Uma das possibilidades, consideradas pelos especialistas, é a de que possivelmente os hormônios segregados na pré-menstruação provoquem alguma interferência no metabolismo da serotonina, que é um neurotransmissor responsável pela capacidade de percepção e resposta aos estímulos ambientais, aparecendo em várias patologias, como a depressão e a ansiedade.

Os especialistas nesta matéria recomendam exercícios físicos para atenuar os sintomas e melhorar a relação interpessoal das vítimas, tanto as mulheres quanto os homens. O nome do negócio é desordem distrófica, sendo ele tão complicado quanto seus efeitos, e não tem cura, pelo menos, até agora. Todavia, movimentem-se e sejam felizes, homens e mulheres distróficas.