De olho no visto para trabalhar fora do país

O mercado de trabalho se mostra cada vez mais disputado. Claro que isso não quer dizer que os profissionais enfrentam uma concorrência de qualidade, mas em questão de quantidade, está cada vez maior. Com a formação acadêmica se tornando cada vez mais acessível a todos, ficou muito mais fácil de se candidatar a vagas que em tese não se encaixariam com o perfil da pessoa e com a própria capacitação prática do profissional.

O resultado disso? Nem sempre uma boa oportunidade de trabalho acaba indo para o trabalhador certo, e a vaga acaba sobrando na mão de um profissional despreparado para o cargo. Na verdade este processo vem acontecendo com bastante frequência, mesmo que por inúmeros motivos diferentes que acabam resultando em boas oportunidades de trabalho mal preenchidas por profissionais despreparados para o cargo ou improvisados na área (através de promoção de cargo, etc.).

Explore o mercado

Já que a formação precisa ser cada vez mais trabalhada, por que não pensar no mercado internacional? Um exemplo muito comum são os profissionais da medicina, que enfrentam grandes dificuldades para construir sua carreira sólida no Brasil, e rumam aos países vizinhos atrás de formação e até emprego dentro de sua área de atuação.

Acontece também de terem dificuldades com o visto de trabalho, quando decidem se aventurar principalmente em países mais desenvolvidos (América do Norte e Europa), e se deparam com uma série de processos burocráticos ou até mesmo os problemas comuns de se morar em um país estrangeiro. O-visto-L1-costuma-ser-bastante-trabalhoso-para-ser-conquistado.Para as outras áreas também não é diferente, mas as oportunidades podem ser melhor aproveitadas, contanto que o profissional se adapte à cultura e língua do país.

Ou talvez esse plano de sair do país não se encaixe com você, mas o que realmente é inaceitável, é que você não desenvolva o segundo idioma. Isto já é imprescindível no mercado de trabalho, e tê-lo como ferramenta também pode funcionar muito bem como um diferencial. O mais importante de tudo, é estar sempre atento as variações e não deixar de se preparar para o mercado.

Preparação do profissional

Com a disputa acirrada no mercado de trabalho, a ideia é que cada vez mais fiquemos refém do sistema acadêmico. Um bom exemplo disso, é analisar as gerações de jovens dos anos 70 e 80 que dificilmente terminaram o colegial ou desenvolveram alguma outra formação além desta. Aqueles que tiveram a oportunidade de já naquela época estudar e até desenvolver uma faculdade, hoje estão com as coisas bem resolvidas financeiro e profissionalmente falando.

A-formação-acadêmica-se-torna-cada-vez-mais-extensa.Hoje a situação é muito diferente desta. O jovem que já passa pelo Ensino Básico (1ª série do Fundamental até o 3º ano do Médio), precisa (quase que obrigatoriamente) também se preocupar em fazer uma graduação para conseguir engrenar em sua área de atuação. E daqui alguns tempos, uma faculdade (que não é barata) também já não significará muita coisa, e uma pós deverá fazer parte da nossa realidade. Os cursos profissionalizantes também entram como uma grande ferramenta para a preparação do profissional, mas é preciso ter em mente que o mercado se atualiza cada vez mais, e nem sempre a ferramenta de seu diploma técnico, estará conforme os padrões do mercado, desvalorizando ainda mais o profissional.