Curva de Aprendizado para Tocar Violão

Tocar algum instrumento musical requer tempo, interesse e um certo talento. Infelizmente não dá pra saber se você tem os 3 antes de começar, mas se você tiver, terá sucesso no aprendizado. porquê das 3 necessidades?

  • Tempo: Sem tempo para praticar, você não vai muito longe, então se você está desempregado, de férias, ou seu horário de trabalho permite um pouco mais de tempo, use-o. É mais contrutivo do que ficar no facebook.
  • Interesse: Você realmente quer? ou só esta tocando porque acha bonito, ou para atrair o sexo oposto? tocar para auto-promoção não é um bom negócio, aliás, nada que se faça por auto-promoção é uma boa. faça porque gosta.
  • Talento: Aqui chegamos na parte mais importante, porquê você até pode ter tempo e interesse, mas se não tiver aquele “jeitinho pra coisa”, aquela facilidade de aprender, sinto muito. Mas não se desespere, porque nao tem como você saber se tem ou não talento pra coisa antes de tentar, nem do dia pra noite, demora meses pra você descobrir se tem a paciência para o violão.

A curva de aprendizado, seria uma ordem padrão com que as pessoas costumam aprender o violão, posso afirmar isso porque sou autodidata no assunto, aprendi sozinho e notei que muitas pessoas aprenderam mais ou menos na mesma ordem que eu, então lá vai a ordem, mas leve em conta que cada ser é um ser, e a ordem pode sofrer alguma pequena alteração dependendo da pessoa.

Familiarização

Aqui começamos a conhecer o instrumento, saber como pegar, saber que força devemos aplicar às cordas, como posicionar no colo, como atacar cada corda e etc.

Conhecer os acordes

Temos nosso primeiro contato com a musica, vemos aquelas letras estranhas, C, D#, G°, Bm… mas não sabemos o que significam, ainda chamamos elas de “Cê”, “Dê jogo da velha”, “Gê bolinha” e “Bê eme”…

Memorizar os acordes

Aqui vamos entendendo que na verdade os acordes se chamam “Dó maior”, “Ré maior sustenido”, “Sol diminuto” e “Sí menor”, vamos memorizando suas posições no violão, embora ainda seja meio difícil trocar as notas rapidamente, e o ritmo então nem se fala, sempre deixando muito a desejar. Aqui nessa parte às vezes dá vontade de desistir, pensamos que nunca vamos tocar que nem o DJavan ou o seu primo que toca bem pra caramba. É normal, inclusive eu desistí nessa etapa, larguei o violão por um mês, mas de alguma forma a distância me ajudou, e quando eu voltei a pegar o violão, consegui tocar Você, do Tim Maia (só que inspirado pela versão dos Paralamas do Sucesso).

Trocar de acordes numa velocidade boa

É nessa parte que ficamos animados,  alguns se arriscam a compor, mas ainda não é o fim, tem alguns pequenos passos para seguir.

Ritmo

Aqui sim,  mostramos pra nossas tias e primos que sabemos tocar violão, e quando não mostramos sempre tem alguém pra pedir que toque em público, é o momento em que a pessoa oficialmente “toca violão”, propriamente falando, e começa a vislumbrar uma banda, uma carreira, achando que só isso é suficiente para tocar em público.

Enfeites

Notamos aqui, que não é só bater nas cordas para sair música, vamos entendendo alguns pequenos macetes para fazer o som ficar mais enfeitado, por exemplo, para quem conhece, aquele em que se faz alterações rápidas entre as notas D e D4, ou aquela passagem decadente do G para o Em, entre outras coisas, vamos aprendendo a deixar o som mais legal.

Teoria

Aqui o bicho pega: não é todo mundo que entra nessa etapa, algumas pessoas ficam felizes de saber fazer uma sequência de G, Bm, C, D e tocar mil músicas com isso, mas outras pessoas querem ir mais além, criar, construir, e para isso é necessário conhecer a teoria, quem chega aqui é um doente sem vida social. Começa a enxergar música como matemática, e a coisa vai piorando quando se pula da MPB para o Jazz ou Música Clássica

Bem, é isso, se você pretende aprender a tocar violão, tenha em mente que essa curva vai acontecer, mais ou menos como está aí, e é claro que muda de um instrumento para outro também.

Tocar violão

Tocar violão