Curto Prazo – Aplicações e Financiamento

Para que a administração de curto prazo, através de seus financiamentos aplicações traga os melhores retornos para a empresa, precisamos ficar atentos a todas as possibilidades.

Curto prazo e suas aplicações e financiamento

Nos balanços e DRE das empresas que podemos observar por aí impressos ou pesquisando na internet, percebemos que normalmente apresenta um custo de capital de longo prazo maior do que o custo de curto prazo e podemos verificar isso quando olhamos os custos e a proporção do capital a remunerado.

Isso óbvio, pois, além de mais parcelas de juros por si só, há ainda outra questão, por exemplo, se alguém empresta R$ 10.000 a 5% ao mês em e durante 3 meses e de repente esse período que deverá aumentar para 12 meses para que se tenha esse principal de volta, certamente o financiador pode querer elevar essa taxa de juros, por conta do aumento do risco, podendo também verificar ao longo desse tempo uma flutuação na taxa de juros e o tempo que ele ficará sem esse capital. Por exemplo, após o quarto mês, caso surgisse uma boa oportunidade e ele estando descapitalizado no momento, iria deixar de ganhar uma quantia a mais.

O administrador sabe que o exposto acima serve para os dois lados, ou seja, da mesma forma que os seus ativos no longo prazo tendem a lhe trazer maiores retornos em virtude do risco, os seus passivos de longo prazo tendem a lhe exigir um maior retorno também.

Rentabilidade & Liquidez

Essas duas variáveis são conflituosas por conta do que já foi dito em parágrafos anteriores.

No artigo Teoria da Agência foi mostrado que a estratégia empresarial (donos) contraria com a do Administrador Financeiro quando este tiver pensando no curto prazo.

Isso porque, os donos pensam na rentabilidade acima de tudo, enquanto o Administrador financeiro quando se trata do curto prazo pensa primeiramente na liquidez.

A partir do momento em que os recursos estejam disponíveis para serem investidos em ativos da empresa, o gestor tem que ter avaliado demonstrativos e também a situação atual da empresa para decidir em quais ativos investir, observando se o momento pode ser propício para se pensar em aumentar a rentabilidade ou se o momento só permite mesmo pensar na liquidez da empresa.

Pelo Ativo

Uma vez que ele queira optar pela rentabilidade, fará maiores aplicações no longo prazo, porém, perceberá que diminuirá a liquidez. Tal liquidez aumenta se ele ao invés de investir no longo prazo, opte pelo curto prazo, porém, abrindo mão de parte da rentabilidade.

Pelo Passivo

Caso os recursos do passivo de longo prazo (custam mais) estejam financiando o ativo de curto prazo, teremos uma maior folga financeira, ficando dessa forma com uma maior liquidez e menor rentabilidade. Mas, no caso desse ativo de curto prazo esteja sendo na maior parte financiado por passivos de curto prazo (custam menos), teremos uma diminuição da liquidez e um consequente aumento de rentabilidade.

Curto prazo - Aplicaões e financiamento

Curto prazo – Aplicaões e financiamento

De acordo com Vieira (2008), observamos três estratégias alternativas de financiamentos para o Ativo Circulante (Curto Prazo), sendo elas, Agressiva, Moderada e Conservadora, mostradas de forma resumida logo abaixo.

Como visto em Necessidade de investimento em giro (NIG), Ativos e Passivos circulantes podem ser divididos cada um deles, em dois grupos, Cíclico e Sazonais.

Agressiva =>Nessa estratégia agressiva, a opção é de utilizar os passivos de curto prazo para financiar 100% os ativos Sazonais e ainda financia bastante do ativo cíclico e até mesmo ativos Não circulante, em parte ou total. Poderá ter aqui uma alta rentabilidade ou grande prejuízo.

Moderada =>Utiliza os recursos do passivo de curto prazo para financiar apenas seu Ativo flutuante (Sazonal), sendo as demais aplicações financiadas com recursos do passivo de longo prazo e PL.

Conservadora => Adotando a estratégia conservadora, veremos que a opção é a de financiar todas as aplicações com Recursos do passivo de longo prazo e do PL. Nesse caso, para essa estratégia, em primeiro lugar em qualquer situação vai ser sempre a liquidez. Poderá ser que nunca tenha problemas financeiros, porém, poderá estar deixando escapar grandes oportunidades.

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