Crie Seu Site Sendo Democrático

Um navegador é o programa que você utiliza para acessar a internet; é chamado assim por causa do termo “navegar na internet”, que se consagrou assim que a grande rede se popularizou e se mostrou um tremendo mar de informações. Os mais usados atualmente são o Google Chrome, Mozila Firefox e Internet Explorer, mas existem vários outros como o Opera, Konqueror (para Linux), Safari (para Mac), o falido Netscape… e uma série de versões de teste que não alcançaram sucesso comercial.

Navegadores

Mas qual a diferença entre eles?

Engana-se quem pensa que essa diferença é meramente estética. É bem verdade que alguns tem uma série de barras com vários botões, outros são minimalistas a ponto de ser até meio difícil encontrar suas configurações. Porém, certos aspectos podem diferir entre um e outro, aspectos que podem causar distorções na forma como um site é mostrado. para que você crie seu site de maneira que ele tenha a mesma aparência em todos eles, é preciso estar atento a alguns detalhes.

Talvez uma das maiores diferenças entre navegadores seja no quesito “fonte” (é o nome certo do que chamamos, leigamente, de “letra”). A fonte possui uma série de atributos como tipo, tamanho, cor, sublinhado ou não, negrito ou não, etc. O tipo é basicamente o “desenho” dela, se ela é cursiva, de fôrma, se imita letra western (velho oeste), futurista, etc. O tamanho é realmente o tamanho dela na tela, e por aí vai. As fontes-padrão dos navegadores normalmente são arial, helvética e tahoma, mas nem sempre nessa ordem. O que isso quer dizer? Quer dizer que, se ao criar seu site você não definir a fonte do texto, o navegador que acessá-lo vai escolher uma por conta própria, e talvez escolha também o tamanho dela (caso você também não tenha definido isso). Resultado: o site provavelmente vai aparecer diferente para vários internautas que buscarem seu endereço, talvez fique até com um aspecto desagradável. Obviamente o internauta não tem como saber o que aconteceu – e é bem provável que culpe o designer por aquela aparência ruim. Ponto contra. Pelo menos não há problema com as cores. Se você não definir nenhuma cor específica, todos os navegadores utilizarão a cor preta como padrão.

Outra diferença é nas tabelas. Costumava-se definir o tamanho das tabelas por pixels (por exemplo, uma tabela cujas colunas tenham 200 pixels de largura). Um pixel aqui e um pixel aí têm o mesmo tamanho – o problema é que o meu monitor pode não ter as mesmas dimensões que o seu; pode ser que ele seja menor e mais quadrado (no padrão antigo, ao contrário do padrão atual, que é wide screen). Então uma tabela que usa quase toda a largura no meu monitor pode aparecer bastante estreita no seu, deixando o site pouco harmônico e de maneira totalmente imprevisível. Afinal, não dá para saber que tipo de monitor está acessando seu site, não é? Então, como resolver? Crie seu site definindo o tamanho das tabelas em porcentagens (por exemplo, tabelas cuja largura tenha 12% da largura do monitor). Com isso, independente do tamanho do monitor, as tabelas terão o mesmo aspecto em qualquer um deles.

Criação de sites

Não tenha preguiça: teste seu site em mais de um navegador

Por mais que você conheça e drible todas as incompatibilidades entre um navegador e outro, não tenha preguiça de fazer testes em vários deles – ou pelo menos nos mais usados. Quase sempre fica algum detalhe para trás e, por mais que pensemos que “ah, isso aqui ninguém vai ver”, pode apostar: alguém VAI ver sim. Claro que existem diferenças mínimas ou que não causam transtornos na apresentação da informação, mas alguns podem resultar num aspecto visual pouco interessante – vai que um navegador não testado “escolhe” uma fonte de difícil leitura? Imagine seu site inteiro ilegível? Não dá, não é?

Havia uma diferença em módulos de programação de fundo, também. Uma série de códigos HTML podiam ser inseridos para determinar o funcionamento de certos elementos da página (por exemplo os formulários de contato, tão comuns e que rodam em qualquer navegador). Porém, para ter um diferencial em relação aos navegadores concorrentes, os desenvolvedores criavam códigos especiais que só funcionavam em um navegador específico, obviamente não funcionando nos demais – por exemplo, um código que funcionava no Internet Explorer mas que não funcionava no Netscape (aliás, isso era bastante comum de acontecer). Com isso, os internautas eram OBRIGADOS a usar o Internet Explorer para ter aquela funcionalidade, mesmo que preferissem um outro navegador. Quem é que gosta de ser obrigado a mudar seu gosto pessoal? Ninguém, não é? Hoje essa “guerra” já diminuiu bastante, sendo que agora a onda é ter o navegador mais seguro. Mas ainda assim, caso você insira um código de fundo, teste em outros navegadores para ter certeza que qualquer internauta vai poder usá-lo, independente do navegador que estiver usando.

Outra coisa: nada de colocar aquela frase horrorosa no fim da página que diz: “Este site é melhor visualizado no navegador X, com resolução 000×000”. Terrível! Hoje em dia isso já considerado um atestado de webdesigner preguiçoso. Não cometa esta gafe. Crie seu site democraticamente, garantindo acesso na íntegra a todos os navegadores. Deixe seu internauta escolher como acessá-lo!